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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

INPE ASSUME CONTROLE DO SATÉLITE SINO-BRASILEIRO CBERS-4

Brasília, 16 de novembro de 2015 – O Centro de Rastreio e Controle (CRC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) assumiu a responsabilidade pelo comando de plataforma do satélite sino-brasileiro Cbers-4 no início deste mês. Desde o seu lançamento, em dezembro de 2014, a atividade era exercida pelo Centro de Controle de Satélites de Xian (XSCC), na China.
“Esta responsabilidade implica não só em monitorar e controlar o estado de funcionamento do satélite, por meio de análise dos dados de telemetria e envio de telecomandos, como também executar manobras de controle de órbita”, explica Valcir Orlando, chefe do CRC, em Natal (RN).
Para efetivar a transferência de controle, o Inpe avaliou o estado de funcionamento do satélite por meio de relatório elaborado pelo XSCC. Além disso, o CRC verificou e atualizou seus procedimentos e software de controle e suas interfaces de comunicação com o satélite e com o XSCC. Foi constatado que o Cbers-4, no geral, encontra-se em estado funcional bastante satisfatório e não se verificou nenhum aspecto que pudesse comprometer o desempenho do equipamento.
A responsabilidade pelo controle dos satélites da série Cbers vem sendo compartilhada entre o Brasil e a China, de modo proporcional à contribuição de cada país no investimento global do projeto. No caso do Cbers-4, esta proporção é de 50%.
“Foi acordado que, excetuando o início de vida, cada país ficaria responsável pelo controle do satélite por um período contínuo de nove meses, findo o qual a responsabilidade seria transferida ao outro, e assim sucessivamente, até o final da vida útil nominal estimada para o satélite, que, no caso, é de três anos”, esclarece Orlando.
“Após o período correspondente à vida útil nominal do veículo espacial, caso este continue operacional, teria início um período de sobrevida. Durante esta fase, a responsabilidade pelo controle seria transferida, de um país para o outro, a cada três meses, até que o satélite, por algum motivo, deixe de funcionar”, informa o chefe do CRC.
Reassumindo – A próxima transferência de controle de plataforma, desta vez do Brasil para a China, está prevista para o dia 1° de agosto de 2016.
Independentemente de qual país esteja no controle da plataforma, ambos sempre são responsáveis pela monitoração de telemetria, execução de medidas para determinação de órbita e operação da carga útil, durante as passagens do satélite sobre o seu território.
As imagens dos instrumentos óticos dos satélites Cbers são recebidas no Brasil pela Estação de Recepção e Gravação (ERG) de Cuiabá (MT) e, posteriormente, são processadas pelo Centro de Dados de Sensoriamento Remoto (CDSR) em Cachoeira Paulista (SP), ambos pertencentes à Divisão de Geração de Imagens (DGI) do Inpe.
“A transferência da responsabilidade pelo controle do satélite ao CRC, por si só, evidencia sua capacitação para assumi-la. A verificação do estado de funcionamento satisfatório do Cbers-4, quase um ano após seu lançamento, era algo que já seria esperado em função da vida útil nominal de três anos, estimada para o satélite. Ainda assim, ela atesta o alto grau de competência técnica e comprometimento das equipes de desenvolvimento, de integração e testes e de operação em voo que participaram do programa”, diz Orlando.
Para ele, “cabe ainda ressaltar que o Cbers-4 foi integrado, testado e lançado a menos de um ano do lançamento da versão de número três, como resultado de uma grande união de esforços das equipes brasileiras e chinesas”, destaca.
Mais informações sobre o Cbers-4 na página www.cbers.inpe.br
Fonte: Inpe