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terça-feira, 4 de agosto de 2015

INPE testa Propulsor Espacial com Sucesso

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Um propulsor monopropelente a hidrazina de 200N de empuxo foi testado com sucesso pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
De forma inovadora, foi utilizado um novo catalisador de decomposição da hidrazina, o carbeto de tungstênio (W2C).
O W2C é muito mais barato do que o catalisador comercial, feito de uma alumina especial que serve de suporte ao irídio (Ir), elemento raro e caro, o que inviabiliza seu emprego em grandes quantidades em propulsores de maior empuxo e tempo curto de acionamento.
Os testes foram realizados no Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), no INPE de Cachoeira Paulista (SP).
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Motor auxiliar
O propulsor de 200N faz parte de um projeto que começou com um motor foguete de 35N e que almeja o desenvolvimento de motores monopropelentes e bipropelentes com empuxo de até 800 N.
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Os motores monopropelentes são largamente utilizados em controle de rolamento de veículos lançadores ou em manobras orbitais com requisitos de incrementos de velocidade inferiores a 200 m/s.
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Os motores bipropelentes nesta faixa de empuxo são utilizados em blocos de aceleração de apogeu de satélites geoestacionários.
O desenvolvimento desta tecnologia envolve especialistas de diferentes áreas, como propulsão, química e catálise.
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"O desempenho obtido com o propulsor de 200N foi excelente. O empuxo e impulsão específica previstos no projeto foram atingidos, indicando que mais uma etapa do desenvolvimento foi vencida. O propulsor foi testado em modo contínuo e modo pulsado por um tempo acumulado de teste superior a 300 segundos," comemora José Augusto Jorge Rodrigues, responsável pela produção do catalisador.
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Com o êxito do propulsor de 200N, o Grupo de Propulsão do INPE inicia uma nova etapa do projeto, que consiste no desenvolvimento de um propulsor de 400N.
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