quarta-feira, 12 de agosto de 2015

VEÍCULO de LANÇAMENTO - Cyclone 4 (Tsyklon 4 )

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O foguete Cyclone-4 é a versão mais recente e poderosa da família de lançadores Cyclone, projetado pela Yuzhnoye e fabricado pela Yuzhmash, empresas ucranianas reconhecidas mundialmente com uma história de 60 anos. A Binacional Alcântara Cyclone Space é fornecedora exclusiva de serviços de lançamento do Cyclone-4.
Os Cyclones (Tsyklons) foram amplamente utilizados para injeção de satélites em órbitas, dentre os quais satélites de reconhecimento e de observação da Terra (sensoriamento remoto). A família de lançadores Cyclone foi utilizada para lançamento de cargas úteis científicas, tais como: satélites de observação do sol, tempo e comunicação. O ultimo lançamento do Cyclone-2 foi realizado em 2006 e do Cyclone-3, em 2009.
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Ao longo de quarenta anos de operação, mais de 220 Cyclones foram lançados. A alta confiabilidade aliada ao lançamento automatizado em quaisquer condições climáticas oferece aos clientes, a um preço razoável, um serviço de lançamento altamente confiável adaptado às suas necessidades específicas.
A tabela abaixo apresenta os principais parâmetros do Cyclone-4:
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A coifa espaçosa (1) permite um ajuste confortável da carga útil (2) em qualquer adaptador (3). O primeiro (8) e segundo (7) estágios são os mesmos dos Cyclones 2 e 3 (os primeiros dois estágios realizaram 227 vôos bem sucedidos de 228). O novo estágio superior (5) carrega 9 toneladas de propelente e traz um novo motor principal instalado no novo compartimento entre estágios (6).
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Estruturalmente, o bloco de coifa (apresentado acima) é composto por duas placas unidas por mecanismos de travamento nas superfícies de estabilização do foguete. Possui carcaça, sistema de separação vertical e horizontal, sistema de separação pneumática das placas, isolamento térmico interno, sistema de ar condicionado interno ao bloco da coifa, rede de cabos e elementos gerais montados. Há vários adaptadores para cargas e dispensers customizados, no entanto, os clientes poderão optar por utilizar sues próprios adaptadores/dispensers
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O Veículo Lançador Cyclone-4 constitui um sistema de transporte especial baseado em subsistemas altamente confiáveis com o melhor voo e desempenho operacional tradicionalmente inerente à família Cyclone:
  • capacidade melhorada de injeção de carga útil;
  • alta precisão de injeção;
  • segurança do pessoal devido aos procedimentos automatizados de pré-lançamento e lançamento;
  • período mais curto para a verificação e lançamento do foguete (de 8 a 12 horas);
  • equipe mínima para o lançamento.
Espera-se que a vasta experiência da Yuzhnoye, Yuzhmash, Khartron e das outras empresas envolvidas no projeto, desenvolvimento e fabricação do Cyclone-4, juntamente com o grande sucesso dos estágios 1e 2 do Cyclone-2 e Cyclone-3, garantam confiabilidade não inferior a 0.97 para o Cyclone-4.
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                                                                       CYCLONE  1
                                                                    CYCLONE   2 
                                                                        CYCLONE  2
                                                                   CYCLONE  3
                                                                       CYCLONE  3

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Brasil e Rússia negociam complexo de lançamentos para Angará


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Porta-foguetes seria lançado da base de Alcântara.

Rússia e Brasil estão conduzindo negociações para criar um complexo de lançamentos para o porta-foguetes Angará na base de Alcântara, no Maranhão, de acordo com Aleksandr Medvedev, construtor que está preparando esse equipamento no Centro Khrúnitchev, em Moscou.
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"Houve considerações e propostas para a construção de um complexo de lançamento separado para o Angará na base de Alcântara, no Brasil. Lançar da linha do Equador é uma alternativa interessante. Tem muita  chance de gerar concorrência. Agora estão sendo conduzidas negociações", disse Medvedev à agência Tass.
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Medvedev também afirmou que o futuro porta-foguetes Angará-A3 poderá ser usado no projeto Sea Launch (ver box), junto ao russo-ucraniano Zenit.
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Sea Launch
É um serviço de lançamento de foguetes espaciais que usa uma plataforma marítima, a Odyssey, especializada em foguetes Zenit 3SL. O projeto foi uma joint-venture entre EUA, Rússia, Ucrânia e Noruega, mas hoje a maior parte dele pertence à estatal russa Enérguia.

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"Por enquanto, essa ideia ainda se mantém. Devemos esperar algumas resoluções, e depois disso pode ser que isso seja levado para frente", disse.
No início deste, divulgou-se que o Brasil poderia abrigar o projeto Sea Launch, responsável por lançar alguns Zenit. Os lançamentos da plataforma marítima foram suspensos em 2014, divulgou-se a suspensão de lançamentos.
Aperfeiçoamento
O construtor explica que o aperfeiçoamento do porta-foguetes Angará-5 para o lançamento de naves espaciais tripuladas custará em torno de 10 bilhões de rublos (US$ 170 milhões), sem contar os gastos na infraestrutura terrestre.
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"Planejamos realizar em torno de 2021 o primeiro lançamento do porta-foguetes Angará-5, que poderá colocar cosmonautas em órbita. Os primeiros lançamentos serão não tripulados, já que será preciso confirmar a segurança desse porta-foguetes em lançamentos reais", disse Medvedev.
Além disso, ele diz que os custos dos lançamentos do Angará em 2025 será quase 20% abaixo dos do Proton-M.
"É preciso ter em mente que o preço de custo para a preparação do Angará-5 irá diminuir com o aumento da quantidade de artigos fabricados", explica.
Em dezembro do ano passado, o presidente russo Vladímir Pútin participou, por videoconferência, da cerimônia do primeiro lançamento experimental de um porta-foguetes Angará A-5.
Em meados de maio deste ano, o Ministério da Defesa da Rússia apelou ao Tribunal de Arbitragem de Moscou com um pedido de pagamento de 1,8 bilhão de rublos pelo Centro Khrunitchev.
O motivo do pedido não foi divulgado, mas sua relação com o recente acidente do porta-foguetes Proton que levou à perda do satélite mexicano MexSat-1 foi descartada, já que a ação foi iniciada antes do ocorrido.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Reunião no CLA inicia os preparativos para a Operação São Lourenço

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              Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA)

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A atividade tem por objetivo coordenar ações visando o lançamento e rastreio do foguete de sondagem VS-40M nos meses de outubro e novembro, transportando a plataforma espacial denominada SARA, ou Satélite de Reentrada Atmosférica.
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O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebe, nesta semana, especialistas e pesquisadores da área espacial que participam da Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação São Lourenço. A atividade tem por objetivo coordenar ações visando o lançamento e rastreio do foguete de sondagem VS-40M nos meses de outubro e novembro, transportando a plataforma espacial denominada SARA, ou Satélite de Reentrada Atmosférica, ambos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização militar do Comando da Aeronáutica subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
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 Além de integrantes do DCTA, IAE e CLA, participam também das reuniões servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). O encontro se estende até a próxima sexta-feira (7/8) em Alcântara.
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Em paralelo à RAI, o CLA também sedia uma pré-campanha da Operação São Lourenço. As atividades englobam a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do Centro, recentemente revitalizado, bem como o ensaio de integração de um mock-up, protótipo do foguete VS-40M em dimensões reais e sem combustível, passando pelas etapas de montagem, transporte e integração no LPM, testes com dispositivos e com o próprio Lançador e os processos inversos de retirada da plataforma de lançamento, transporte e desmontagem.
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 “A partir da pré-campanha e RAI da São Lourenço, o CLA espera harmonizar junto à coordenação da Operação todas as ações e preparar todos os meios, de modo a realizarmos com total sucesso o lançamento do foguete VS-40M SARA em Alcântara”, afirma o anfitrião da RAI, o Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA.
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Operação São Lourenço
Prevista para ocorrer no CLA de 13 de outubro a sete de novembro de 2015, a Operação São Lourenço além de visar o lançamento e rastreio do veículo VS-40M com a plataforma espacial SARA, também levará a bordo um GPS de aplicação na área de espaço em fase de qualificação e desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para assegurar a operacionalidade de todo pessoal envolvido e dos meios do CLA, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) deve ser lançado antes do VS-40M.
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Ainda por meio da Operação São Lourenço, os pesquisadores do IAE/DCTA pretendem dar andamento ao projeto SARA que compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.
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 Com o lançamento bem sucedido, subsistemas do SARA Suborbital tais como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica devem passar por qualificação em voo. Além disso, com a qualificação das Redes Elétricas de Segurança e de Serviço feitas para o VS-40M, as mesmas poderão vir a ser empregadas no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1).
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 Durante o lançamento e rastreio do veículo deve ocorrer a interligação das estações de telemetria, radar e tratamento de dados de localização do CLA com as estações do CLBI, com objetivo de operacionalizar o sistema de comunicação entre estações remotas, essenciais para a manutenção da operacionalidade dos dois centros de lançamento situados em território nacional. “A missão de lançamento da plataforma SARA destaca-se por compreender um veículo, uma carga útil e uma infraestrutura de lançamento nacionais que irá possibilitar a exploração do ambiente de microgravidade permitindo diversos avanços em estudos científicos e tecnológicos”, finaliza o Tenente Coronel Engenheiro Alexandre Nogueira Barbosa, Coordenador-Geral da Operação São Lourenço.
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O VS-40 já foi lançado duas vezes no Brasil, todas no CLA (Operação Santa Maria – 1993 e Operação Livramento – 1998) e uma vez na Noruega em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), sendo esse último lançamento realizado em junho de 2012.
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 A Operação São Lourenço é a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais previsto para este ano de 2015 no Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

INPE testa Propulsor Espacial com Sucesso

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Um propulsor monopropelente a hidrazina de 200N de empuxo foi testado com sucesso pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
De forma inovadora, foi utilizado um novo catalisador de decomposição da hidrazina, o carbeto de tungstênio (W2C).
O W2C é muito mais barato do que o catalisador comercial, feito de uma alumina especial que serve de suporte ao irídio (Ir), elemento raro e caro, o que inviabiliza seu emprego em grandes quantidades em propulsores de maior empuxo e tempo curto de acionamento.
Os testes foram realizados no Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), no INPE de Cachoeira Paulista (SP).
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Motor auxiliar
O propulsor de 200N faz parte de um projeto que começou com um motor foguete de 35N e que almeja o desenvolvimento de motores monopropelentes e bipropelentes com empuxo de até 800 N.
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Os motores monopropelentes são largamente utilizados em controle de rolamento de veículos lançadores ou em manobras orbitais com requisitos de incrementos de velocidade inferiores a 200 m/s.
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Os motores bipropelentes nesta faixa de empuxo são utilizados em blocos de aceleração de apogeu de satélites geoestacionários.
O desenvolvimento desta tecnologia envolve especialistas de diferentes áreas, como propulsão, química e catálise.
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"O desempenho obtido com o propulsor de 200N foi excelente. O empuxo e impulsão específica previstos no projeto foram atingidos, indicando que mais uma etapa do desenvolvimento foi vencida. O propulsor foi testado em modo contínuo e modo pulsado por um tempo acumulado de teste superior a 300 segundos," comemora José Augusto Jorge Rodrigues, responsável pela produção do catalisador.
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Com o êxito do propulsor de 200N, o Grupo de Propulsão do INPE inicia uma nova etapa do projeto, que consiste no desenvolvimento de um propulsor de 400N.
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sábado, 1 de agosto de 2015

Publicado no DOU Decreto Presidencial Denunciando o Acordo da ACS - Alcântara Cyclone Space

Em carta de 16 de Julho, o Chanceler Brasileiro Mauro Vieira em poucas linhas
comunica o fim da binacional Brasil-Ucrânia Alcântara Cyclone Space.
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publicado  com exclusividade a carta enviada pelo Chanceler Mauro Vieira ao embaixador da Ucrânia em Brasilia DF, Sr Rostyslav Tronenko, em 16 de Julho de 2015.
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obteve-se  os seguintes comentários de fontes próximas à Alcântara Cyclone Space (ACS).
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A nota do Itamaraty entregue ao embaixador da Ucrânia trata da Denúncia do Tratado Cyclone-4 que criou a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Nela, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira afirma que “ocorreu significativa alteração da equação tecnológico-comercial que justificou o início da parceria”, devido ao que o governo brasileiro tomou uma “decisão irrevogável ... de denunciá-lo”. (ver carta abaixo).
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A justificativa usada pelo ministro para o rompimento da parceria nos parece mal formulada, que dará munição aos ucranianos para exigir um ressarcimento vultoso. Desde 2013, quando o Brasil praticamente parou de contribuir para o capital da ACS, os ucranianos enviaram vários ofícios em todos os níveis, do Presidente da Agência Espacial Brasieira (AEB) até o Presidente da República, reafirmando seu compromisso técnico e financeiro com o projeto e solicitando uma posição formal do Brasil sobre continuação do mesmo. Pelo que saibamos, nenhum desses ofícios foi respondido.
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Do seu lado, os ucranianos finalizaram o desenvolvimento do lançador Cyclone-4, que era a responsabilidade deles, e garantem sua entrega em Alcântara até o final do ano. O Brasil, por sua vez, pouco ou quase nada fez em termos da infraestrutura geral, sob sua responsabilidade. Quando o ministro fala em alteração da equação tecnológico-comercial, será que ele quer dizer que não há mais equação nenhuma, já que a Ucrânia fez a sua parte e o Brasil não?
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E falando em parte comercial, o Cyclone-4 seria um lançador ideal para várias constelações de satélites de órbita baixa que estão surgindo neste momento, caso haja um acordo de salvaguardas tecnológicas vigente entre o Brasil e os Estados Unidos. Sem esse acordo, praticamente nenhum satélite comercial poderá ser lançado do Brasil, por conter componentes da origem norte-americana. Até agora, o Brasil não fez nada para negociá-lo com os americanos - mais uma falha do estado brasileiro?
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O Brasil, ao ser o primeiro o a denunciar o Tratado, colocou-se em uma posição extremamente desvantajosa. O ressarcimento que o Brasil terá de pagar à Ucrânia pode muito bem superar o valor de 2 bilhões de reais ou até mais. Não seria mais interessante ao Brasil concluir esse projeto, ganhar acesso independente ao espaço e a tecnologia de ponta e ainda gastar menos dinheiro?
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Transcrição da Mensagem do Chanceler Brasileiro

SG/1 /UCRA ETEC

Em 16 de julho dc 2015

Senhor Embaixador,

Faço referência ao Tratado sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro dc Lançamento de Alcântara, assinado cm Brasília, em 21 de outubro de 2003.

2. A esse respeito, informo Vossa Excelência de que, após minucioso exame realizado em nível técnico, cujos elementos de informação e resultados foram objeto de análise e decisão no mais alto nível, o Governo brasileiro chegou à conclusão de que ocorreu significativa alteração da equação tecnológico-comercial que justificou o inicio da parceria decorrente do Tratado em questão.

3. Nessas condições, invocando o artigo 17, item 3, do referido Tratado, transmito a Vossa Excelência a decisão irrevogável do Governo brasileiro de denunciá-lo.

Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência os protestos de minha mais alta estima e consideração.

Mauro Vieira
Ministro de Estado das Relações Exteriores

A Sua Excelência o Senhor Rostyslay Tronenko
Embaixador da Ucrânia
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Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos


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Promulga o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, assinado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.

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ARTIGO 17
Disposições Finais

 3. O presente Tratado permanecerá em vigor durante um período ilimitado de tempo. O Tratado poderá ser denunciado por qualquer uma das Partes, mediante notificação por escrito. Nesse caso, a denúncia surtirá efeitos dentro de um ano a partir da data da notificação por escrito.

        4. No caso da denúncia do presente Tratado, suas disposições continuarão a aplicar-se até que as Partes tenham cumprido suas obrigações declaradas nos Artigos 6 e 12.

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ARTIGO 6
Direitos de Propriedade

        As Partes detêm direitos iguais de propriedade sobre o Sítio de Lançamento do Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara desenvolvido conjuntamente.
        Nenhuma instalação ou outra facilidade construída nos termos do presente Tratado assegurará à Parte ucraniana quaisquer direitos de propriedade ou de jurisdição sobre terra e infra-estrutura irremovível em qualquer parte do território da República Federativa do Brasil.
        As Partes concordam em proporcionar à Alcântara Cyclone Space para uso, nos termos do presente Tratado, das necessárias instalações e equipamento. A Parte brasileira proporcionará área de terreno para a construção do Sítio de Lançamento do Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara. A extensão dessa área de terreno será definida pelas Autoridades Competentes, mediante proposta da Alcântara Cyclone Space. A Alcântara Cyclone Space pagará à República Federativa do Brasil o aluguel pelo uso da referida área de terreno. A Parte brasileira não alterará nem mudará as condições de locação da área de terreno enquanto o presente Tratado permanecer em vigor.
        A Parte brasileira assegurará proteção para os ativos da Parte ucraniana segundo as leis da República Federativa do Brasil. Tais ativos consistirão de recursos financeiros e de contribuições em bens para o desenvolvimento do Sítio de Lançamento do Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara.

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ARTIGO 12
Direitos de Propriedade Intelectual

        1. Com relação aos direitos de propriedade intelectual registrados fora do âmbito da cooperação antes da fundação da Alcântara Cyclone Space, nenhuma disposição do presente Tratado poderá ser interpretada como concessão ou expectativa de concessão ou a existência de quaisquer direitos sobre invenções, patentes ou qualquer outro elemento coberto pelos direitos de propriedade intelectual.

        Com relação aos direitos de propriedade intelectual registrados no âmbito da cooperação depois da fundação da Alcântara Cyclone Space, as Partes aplicarão os dispositivos sobre direitos de propriedade intelectual contidas num Anexo ao Acordo-Quadro e complementadas, em caso de necessidade, por acordos especiais firmados entre as Autoridades Competentes.

        2. A Alcântara Cyclone Space assegurará a proteção dos direitos de propriedade intelectual criados no âmbito de suas atividades realizadas nos termos do presente Tratado.

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