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sexta-feira, 29 de abril de 2016

MARINHA AFUNDA CORVETA DESATIVADA em TESTE com MÍSSEIS

Operação MISSILEX 2016 envolveu o lançamento dos mísseis anti-navio Exocet e Penguim


A Marinha usou como alvo a ex-corveta, já desativada e preparada para o exercício (Marinha do Brasil)

“Impacto no alvo, câmbio”, informou o comandante do helicóptero SH-16 Seahawk da Marinha do Brasil, após um espetacular teste com um míssil anti-navio Penguim que danificou seriamente uma embarcação militar desativada. A marinha divulgou nessa quinta-feira (28) um vídeo com as ações da Operação MISSILEX 2016, realizada entre os dias 11 e 20 deste mês, na região marítima do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O exercício também envolveu o lançamento de um míssil Exocet a partir da fragata União (F45), contra o mesmo alvo, uma ex-corveta da classe Frontin.



O míssil Penguim é uma arma do tipo “ar-mar” ou “mar-mar”: pode ser lançado a partir de helicópteros, aviões ou embarcações. O artefato pesa 385 kg, sendo até 130 kg de explosivos, e persegue o alvo orientado por radar, sensor de infravermelho e um sistema de mira laser, instalados no próprio míssil, que explode assim que toca o alvo.



O Penguim foi desenvolvido pela Kongsberg Defence & Aerospace, uma empresa de material bélico da Noruega. Além da Marinha do Brasil, o equipamento também é utilizados pelas forças armadas de países como Estados Unidos, Suécia e Turquia. As primeiras versões do míssil norueguês entraram em serviço em 1972.

Já o Exocet é um míssil que quase dispensa apresentação. Considerado uma das armas mais letais contra embarcações, o armamento desenvolvido pela empresa francesa MBDA também é parcialmente fabricado no Brasil, em parceria entre a AvibrasMectron. O artefato pode ser disparado a partir de helicópteros, aviões, embarcações e até de submarinos – o Brasil opera as versões que podem ser lançadas de helicópteros e navios.



Enquanto o Penguim causa sérios danos a uma grande ou média embarcação, mas não a ponto de afundá-la, o Exocet pode ser interpretado como a ação final. Maior e mais pesado, o míssil de origem francesa é guiado pelo radar de seu vetor de lançamento (no caso do navio ou do helicóptero) e na parte final do trajeto entra no modo automático e explode ao contato com o alvo.
O Exocet é programado para acertar o casco da embarcação próximo a linha d’água, o que aumenta as chances de afundamento. E foi o que aconteceu durante o teste da Marinha. O míssil lançado da fragata União atingiu o alvo em cheio, que afundou minutos depois.

                   Operação Missilex 2016

A Marinha do Brasil realizou no período de 11 a 20 de abril, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), a Operação MISSILEX 2016. A Operação teve como objetivo realizar exercícios no mar, de caráter estritamente militar, concernentes às tarefas básicas do Poder Naval,