sexta-feira, 13 de novembro de 2015

CLA suspende lançamento de foguete no MA após falha no motor


Informação foi confirmada ao G1 pela assessoria do CLA de Alcântara (MA). 
Operação São Lourenço foi iniciada na segunda quinzena de outubro.




Uma pane no motor do foguete suborbital VS-40M V3, que testaria o Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), plataforma destinada a experimentos no espaço, impediu que o lançamento  fosse realizado na tarde desta sexta-feira (13), na base do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A informação foi confirmada ao G1 pelo tenente Huxley, assessor do CLA.

As atividades fazem parte da Operação São Lourenço, iniciada na segunda quinzena de outubro.

A plataforma Sara levaria ao espaço um componente do Sistema de Navegação (Sisnav), denominado Sistema de Medição Inercial (Sismi), acompanhado de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – em cooperação com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) –, ainda em fase de qualificação.




O receptor GPS para aplicação espacial tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade de um foguete ou satélite no espaço, funcionando em elevadas altitudes e altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido pelos satélites GPS.


Participaram da Operação São Lourenço técnicos, engenheiros e militares do CLA, IAE, Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Comando Geral de Operações Aéreas (Comgar), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e Marinha do Brasil (MB), além de especialistas da Agência Espacial Alemã (DLR) e do Centro Espacial da Suécia (SSC).


NOTA

Durante a operação de lançamento do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), às 14h20 local desta sexta-feira (13/11), no Centro de Lançamento de Alcântara, localizado no Maranhão, houve uma falha do motor do veículo VS-40M no momento da ignição que causou a sua perda. O veículo encontrava-se na rampa de lançamento e não chegou a decolar. Todos os procedimentos de segurança foram adotados e não houve riscos à nenhum dos profissionais envolvidos. Uma comissão será designada para apurar as causas do incidente.

               Operação SHEFEX II  com o foguete brasileiro VS-40M



  VEJAM  VARIAÇÕES do FOGUETE  VS-40 no Brasil e no Exterior


                                                                                                 VS-40 [IAE]


                                                                               VS-40M (SARA-Sub 1) [IAE]



                                                                                    VS-40M (SHEFEX 2) [DLR]


                                                                                  VS-40M (SARA-Sub 1) [IAE]



                   VS-40 SARA suborbital simulation

Foguete VS-40M explode no Centro de Lançamento de Alcântara

                                                         Operação São Lourenço
Na tarde desta sexta-feira, uma falha do motor do veículo VS-40M fez com que o foguete explodisse. O incidente ocorreu antes da decolagem, ainda na rampa de lançamento.
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), confirmou o episódio e afirmou que todos os procedimentos de segurança foram tomados,  e não houve riscos à nenhum dos profissionais envolvidos na operação.
A foguete VS-40M, era um teste para a operação de lançamento do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA). A operação intitulada São Lourenço, está sendo realizada em Alcântara pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) desde o dia 22 de outubro de 2015. A intenção é preparar todos os meios e as equipes envolvidas com a campanha de lançamento em andamento no CLA.
Uma comissão será designada para apurar as causas do incidente.
                                                       Operação São Lourenço
A Operação São Lourenço tem por objetivo realizar o lançamento e o rastreio do foguete suborbital VS-40M V03, a partir do CLA, dentro da trajetória planejada, transportando a plataforma suborbital Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), desenvolvida pelo IAE, a fim de testá-la em voo, além de assegurar a aquisição de dados durante o voo para qualificação de sistemas do veículo e da carga-útil, a plataforma SARA. Nessa carga-útil estará embarcada uma plataforma inercial em versão simplificada do Sistema de Navegação (SISNAV) a ser utilizado no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), desenvolvida pelo IAE. Ainda no VS-40M V03 será embarcado outro experimento, em fase de qualificação, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um GPS de aplicação espacial. A atividade conta com a participação da equipe envolvida com as campanhas de lançamento do IAE e CLA e mobiliza outras organizações militares do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), além de esquadrões aéreos da Força Aérea Brasileira (FAB), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a Marinha do Brasil (MB). Especialistas da Agência Espacial Alemã (DLR) e do Centro de Lançamento de Esrange (Suécia) atuam também na operação de equipamentos de solo na campanha de lançamentos. A Operação São Lourenço é apoiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

BRASILEIROS IDENTIFICAM MAIS AGLOMERADOS ESTELARES NA VIA LÁCTEA

Brasília, 12 de novembro de 2015 – Astrônomos brasileiros identificaram mais 652 aglomerados estelares na Via Láctea, elevando para mais de mil o total revelado pelo grupo desde 2014. A descoberta destes pequenos objetos, com cerca de dez a 20 estrelas cada, contra centenas a até milhares de aglomerados mais maciços, ajuda a reforçar a tese de que nossa galáxia tem um formato espiral com quatro braços principais, e não dois como defendem alguns cientistas.
Segundo Denilso Camargo, líder da pesquisa e hoje professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), os novos aglomerados estão na sua maior parte ainda escondidos nos “casulos” de poeira e gás onde se formaram, e por isso escapam da detecção por sistemas automatizados de busca por objetos do tipo baseados em densidades de estrelas visíveis.
Desta forma, para encontrá-los, ele e seus parceiros Charles Bonatto e Eduardo Bica, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tiveram que analisar “no olho” os arquivos do observatório espacial Wise, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), que entre 2010 e 2011 escaneou todo céu pelo menos duas vezes na faixa do infravermelho, capaz de penetrar estas barreiras.
“Sabemos que a grande maioria das estrelas se forma em aglomerados, mas estes pequenos grupos logo se dispersam pela galáxia, dificultando sua identificação”, diz Camargo, que também é primeiro autor do artigo que relata a descoberta, para publicação no periódico científico “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society” (MNRAS).
Segundo ele, “achava-se, no entanto, que a maior parte das estrelas se formava em aglomerados maiores, com mais de cem estrelas. Nossas descobertas, porém, mostram que a fração que se forma em grupos estelares pequenos é mais significativa do que se imaginava”.
Mapeamento – Mas, além de revelar os múltiplos berçários estelares de nossa galáxia, os achados, batizados Camargo 447 a Camargo 1098, são uma importante forma de mapear como seria sua estrutura. Isso porque, por estarmos dentro da Via Láctea, não temos como saber como é sua real aparência vista de fora. Assim, os cientistas têm que se basear na observação do formato de outras galáxias espirais como ela, assim como dos objetos visíveis em seu interior. E é aí que a identificação dos novos aglomerados estelares ganha um papel crucial.
As estrelas e seus aglomerados se formam a partir do colapso gravitacional de grandes e frias concentrações de poeira e gás no espaço, as chamadas nuvens moleculares. E como a maior parte deste material está justamente nos braços da galáxia, é de se esperar que a maioria deles se forme nestas estruturas. Desta forma, a localização dos aglomerados revelados por Camargo e seus parceiros serve de indicação sobre onde e quantos braços a Via Láctea teria.
“Os aglomerados que estamos encontrando são muito jovens, então não tiveram muito tempo para ir para muito longe de onde nasceram”, lembra Camargo. “Além disso, os aglomerados são ótimos marcadores de distância pois, como têm muitas estrelas, as incertezas nessas medições ficam menores. Diante disso, as distâncias que estimamos destes mais de mil aglomerados indicam que a maior parte deles está sobre estes braços, e que a Via Láctea tem quatro destas grandes estruturas”, explica.
O astrônomo conta ainda que as descobertas estão ajudando a sanar dúvidas quanto à atividade do braço mais externo de nossa galáxia, que junto com os braços batizados Perseus e Scutum-Centaurus, mais proeminentes e lotados de estrelas, e o Sagittarius-Carina, menos ativo, mas com tanto material quanto os outros, formariam a imagem da Via Láctea com quatro destas estruturas principais.
Neste cenário, o Sol estaria próximo á beira de um braço menor chamado Órion-Cygnus, entre trechos do de Sagittarius-Carina e de Perseus e aproximadamente a dois terços do caminho do braço externo ao núcleo galáctico.
Camargo conta que “a existência deste braço externo era conhecida apenas por sua concentração de gás e achava-se que ele seria muito tênue, com pouca formação de estrelas”. Agora, porém, “descobrimos vários aglomerados que mostram que sim, há uma formação significativa de estrelas neste braço externo, e ajudam a traçá-lo como um braço efetivo”.
Luz - Por fim, a pesquisa também lança nova luz sobre como nossa galáxia gera novas estrelas, assim como a possível origem de alguns dos aglomerados estelares gigantes que vemos nela. Segundo Camargo, a profusão de pequenos aglomerados na Via Láctea sugere uma espécie de “efeito dominó”, com fenômenos como a explosão de supernovas, a ação do vento de estrelas maciças já existentes e o próprio movimento dos braços em sua órbita em torno do núcleo galáctico comprimindo as nuvens de gás e poeira neles, dando início ao seu colapso gravitacional e fragmentação em diversos aglomerados estelares menores, a que chamam de agregados de aglomerados.
“Nossa pesquisa sugere que uma nuvem inteira ou até mesmo um complexo de nuvens podem colapsar quase simultaneamente, dando origem a inúmeros aglomerados próximos entre si”, explica Camargo.
“Desta forma, definimos estes agregados de aglomerados estelares como grupos de aglomerados ligados entre si no espaço e no tempo, formados juntos após o colapso e fragmentação de uma nuvem molecular ou um complexo delas. E como não encontramos agregados de aglomerados velhos, e até mesmo pares são raros, concluímos que ou eles se fundem ou se dispersam. Então, muitos dos aglomerados maciços que vemos hoje podem ter sua origem na fusão destes aglomerados menores”, complementa.
O astrofísico conta que ele e seus parceiros continuam a buscar outros aglomerados nos dados do Wise para refinar ainda mais o seu mapa da real estrutura da Via Láctea. Mas eles estão com foco também em objetos do tipo mais afastados do disco galáctico, como os Camargo 438 e 439.
Localizados a uma distância de cerca de 16 mil anos-luz do plano principal da Via Láctea e caindo balisticamente em direção a ele, estes dois aglomerados tiveram sua descoberta relatada em outro artigo publicado pelo trio de cientistas em fevereiro último no MNRAS.
“Não se esperava que estes objetos pudessem ser encontrados a esta distância do disco da nossa galáxia”, lembra Camargo. “Queremos entender se foram formados por material do disco lançado para fora da Via Láctea por algum fenômeno ou de material vindo do espaço intergaláctico”, completa.
Fonte: O Globo
Ilustração: Nasa/JPL-Caltech/UFRGS – Ilustração mostra o que se acredita ser a aparência básica da Via Láctea vista de algum ponto acima do Polo Norte galáctico, com marcações de alguns dos mais de 400 aglomerados estelares inicialmente descobertos pelos astrônomos brasileiros que ajudam a traçar a existência e localização de seus braços principais e a provável localização do Sol.

CIDADE DE VASSOURAS (RJ) GANHA PLANETÁRIO COM AUXÍLIO DO MAST

Brasília, 12 de novembro de 2015 – O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), do Rio de Janeiro, participará da construção de um planetário em Vassouras, no interior do estado. O anúncio foi feito pela prefeitura da cidade nas comemorações dos 100 anos do Observatório Magnético de Vassouras (OMV), responsável pelo monitoramento do campo magnético da Terra.
A previsão é que as obras estejam concluídas em 2016. Além do apoio na elaboração do projeto, o Mast participará também do gerenciamento da instituição.
O planetário inflável do Mast, com 3,2 metros de altura e 6,4 metros de diâmetro, foi uma das atrações da festa dos 100 anos. A observação do Sol através de telescópios especiais também chamou a atenção do público. “O equipamento filtra as frequências nocivas aos nossos olhos e destaca, em especial, as erupções e manchas solares”, explicou o astrônomo Eugênio Reis.
Já a Mostra de Ciência e Tecnologia, realizada pelos institutos de pesquisa vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentou temas científicos de forma simples e interativa, atraindo mais de 300 estudantes. “A intenção foi mostrar, de forma descontraída, experimentos que permitam a visualização rápida e simples de leis da física. Queremos despertar a curiosidade das pessoas e mostrar que aprender também pode ser uma grande diversão”, disse Reis.
Na solenidade de abertura, foram inaugurados o Centro de Visitantes, batizado de Henrique Morize, nome do astrônomo francês naturalizado brasileiro, e a exposição “Cem anos de pesquisas no Observatório Magnético de Vassouras”. Também foi lançado um livro sobre as pesquisas e os serviços prestados à ciência pelo OMV, produzido pelo Observatório Nacional (ON).
Participaram da cerimônia os diretores do ON, João Carlos Costa dos Anjos, do OMV, Alberto Geraldo Faria dos Santos, do Mast, Heloísa Maria Bertol Domingues, o prefeito de Vassouras, Renan Vinícius dos Santos Oliveira, e a secretária municipal de Turismo e Desenvolvimento, Fernanda Cunha.
Fonte: Mast
Foto: Divulgação/Mast – A cidade de Vassouras é sede de um centenário observatório magnético.

PEDAÇO de LIXO ESPACIAL CAIU na TERRA HOJE (13)

Brasília, 12 de novembro de 2015 – Batizado como WT1190F um objeto, que até o momento tem como hipótese mais provável seja lixo espacial, entrará na atmosfera terrestre às 4h19 (horário de Brasília) desta sexta-feira (13).
Segundo os centros de monitoramento de detritos espaciais o mais provável é que o objeto se desintegre ao entrar em contato com a atmosfera, mas, se sobrar alguma parte cairá no Oceano Índico a cerca de 60 km da costa do Sri Lanka.
O objeto, cujo tamanho varia entre um e dois metros, indica ser oco e acredita-se seja “uma peça perdida da história espacial que volta para nos perseguir”, disse Jonathan McDowell, pesquisador do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos.
Pode ser, por exemplo, parte de um foguete ou de um painel solar desprendido de missão recente à Lua. Há ainda a possibilidade de que seja algo bem mais antigo, inclusive da era dos programas Apolo da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa).
O WT1190F foi detectado pelo Catalina Sky Survey, um programa da Universidade do Arizona (EUA) cujo objetivo é descobrir asteroides e cometas que passam perto da Terra. Intrigados por esse objeto que tem uma órbita fortemente elíptica, os cientistas reconstruíram sua trajetória a partir de observações feitas em 2012 e 2013.
A queda do objeto não representa perigo, mas promete ser um interessante fenômeno para observação, já que por alguns instantes ele se tornará brilhante no céu. Será, sobretudo, uma grande oportunidade para coleta de informações e ampliação do conhecimento sobre a reação dos objetos ao atravessar a atmosfera. Permitirá ainda melhorar os modelos orbitais e as ferramentas para prever o reingresso de objetos na Terra.
Para os especialistas o evento servirá também para colocar à prova os planos que os astrônomos preparam para uma eventual aproximação à Terra de um objeto perigoso. Hoje, há 20 objetos artificiais identificados nessa categoria, que se movem em órbita distante. Porém estima-se que o número seja muito maior, embora seja impossível precisar a quantidade.
De acordo com dados mais recente da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), há cerca de 500 mil fragmentos de lixo espacial entre um e 10 centímetros orbitando nosso planeta.
Fonte: G1

INPE e UFRN Desenvolvem Novo Circuito Para Nanossatélites

                                                         Ampliação em 50x do circuito desenvolvido no CRN-INPE.

Um receptor para uso em transponder de nanossatélites está em único circuito desenvolvido em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no seu Centro Regional do Nordeste (CRN), e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“A vantagem do projeto está na redução no tamanho e no consumo de energia e, também, no aumento da confiabilidade do transponder, uma vez que todo o receptor é fabricado em um único circuito integrado (CI) utilizando a mesma tecnologia”, explica Manoel Jozeane Mafra de Carvalho, chefe CRN/INPE, em Natal (RN).

O transponder DCS deve ser usado nos nanossatélites CONASAT, em desenvolvimento pelo CRN/INPE para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA).

O receptor possui um amplificador de baixo ruído (LNA), misturadores e um sintetizador de frequências, fabricado em tecnologia CMOS 130 nm. Devido ao alto ganho e baixo ruído oferecidos pelo LNA, o receptor é compatível não apenas com o SBCDA, mas também com o padrão Nouvelle Génération (NG) do sistema franco-americano ARGOS-3. 

“Foram fabricadas 25 amostras do circuito integrado (CI) contendo o receptor, das quais 10 foram encapsuladas para a etapa de testes que será iniciada em breve. Esta etapa visa catalogar as especificações do CI em relatório para posterior uso pelo INPE. Vale salientar que, apesar de ser um protótipo inicial, este trabalho representa um passo significativo na caminhada em direção à modernização dos satélites do SBCDA. Além disso, este projeto contribuiu com oportunidades à formação de projetistas de circuitos integrados no país”, destaca o chefe do CRN/INPE.

Esta foi a primeira parceria entre o INPE e a UFRN na área de Microeletrônica com a produção de um circuito integrado. O projeto conta ainda com oLaboratoire d'Informatique de Paris 6 (LIP6) da Université Pierre et Marie Curie(UPMC), da França. A contrapartida brasileira do projeto foi desenvolvida no Laboratório de Instrumentação e Microeletrônica (LIME) e Laboratório de Microeletrônica e Sistemas Embarcados (uEES), da UFRN. 

Circuito Turístico Tecnológico Inédito Será Lançado Hoje em São José

City Tour dos alunos do ITA: Visita ao MAB e
ao Parque Vicentina Aranha.

Segue abaixo uma notícia postada ontem (12/11) no “Portal R3.com.br”destacando que no dia de hoje (13/11) será lançado um Circuito Turístico Tecnológico inédito em São José dos Campos (SP).

São José dos Campos inaugura nesta sexta-feira (13) seu primeiro circuito turístico tecnológico, que inclui visitas ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), ao INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e ao Parque Tecnológico.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (SDECT) e conta com o apoio do Sinhores (Sindicato dos Hoteis, Restaurantes e Bares), do Convention & Visitors Bureau e da agência Lloyds Turismo.

“O turismo é essencial para a divulgação das realizações e do potencial tecnológico de São José dos Campos, maior polo aeroespacial da América Latina. Promove a qualidade tecnológica das empresas e valoriza as pessoas de nossa região, além de motivar os jovens para carreiras maravilhosas nas diversas áreas ligadas à tecnologia. Os recursos do turismo permeiam rapidamente toda a sociedade através dos hotéis, restaurantes e meios de transporte, além dos negócios de suporte aos turistas”, disse o secretário Desenvolvimento Econômico de São José.

De acordo com o secretário, a intenção é ter dois tipos de passeio: um interno, de um dia de duração, focado exclusivamente na tecnologia; e outro de três dias, de sexta a domingo, com três pacotes diferentes: circuito tecnológico e serras (Campos do Jordão e São Francisco); circuito tecnológico e praias (Litoral Norte); e circuito tecnológico e religioso (Aparecida e Guaratinguetá).

Cerca de 40 profissionais joseenses da área do turismo irão inaugurar o circuito tecnológico, que incluirá paradas no MAB (Memorial Aeroespacial Brasileiro), no DCTA, no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), no Parque Tecnológico, no CECOMPI (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) e no INPE. O DCTA tem entre seus principais atrativos vários projetos do renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Programação

8h - Cerimonial de apresentação do roteiro turístico tecnológico no Hotel Nacional Inn (Avenida Dep. Benedito Matarazzo, 9009 – Jardim Oswaldo Cruz)

8h50 - Saída do Hotel Nacional Inn

9h - MAB: Recepção e início do tour

* IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço)
* GIA (Grupamento de Infraestrutura e Apoio)
* PASJC (Prefeitura de Aeronáutica de São José dos Campos)
* Residência modelo – vila dos oficiais
* ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)
* Antiga direção DCTA
* ICEA (Instituto de Controle do Espaço Aéreo)
* IFI (Instituto de Fomento e Coordenação Industrial)
* IPEV (Instituto de Pesquisas e Ensaios de Voo)

12h40 - Saída do DCTA via MAB

13h - Chegada ao Parque Tecnológico de São José dos Campos;

14h - Recepção – Apresentação do Parque Tecnológico;

* Universidades (Unicastelo, Unesp)
* Centro Empresarial 1
* Centro Empresarial 2
* CECOMPI

15h45 - INPE (Instituto de Pesquisa Espaciais)

* LIT (Laboratório de Integração e Testes)
* CCST (Centro de Ciências do Sistema Terrestre)
* Clima Espacial
* Museu Espacial

17h30 - Término da visita


Fonte: Portal R3.com.br - http://www.portalr3.com.br

Micro, Pequenas e Médias Empresas Paulistas Poderão Desenvolver Tecnologias Para o Projeto Sirius

Nova fonte de luz síncrotron brasileira apresenta 13 novos
desafios tecnológicos; empresas estabelecidas em
São Paulo podem se candidatar a solucioná-los
com auxílio da FAPESP.

As micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica estabelecidas no Estado de São Paulo poderão se candidatar a solucionar desafios incomuns apresentados pelo Sirius – a nova fonte de luz síncrotron brasileira, em construção no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, no interior paulista.

Um desses desafios, por exemplo, é desenvolver uma espécie de robô para monitorar os 520 metros de circunferência do anel do acelerador de elétrons.

Dotado de câmeras e sensores, o robô percorreria sobre trilhos toda a extensão do acelerador principal do Sirius, registrando imagens e medidas, como temperatura e vibração no interior do túnel onde o equipamento será instalado.

Com o auxílio do robô, a equipe de manutenção do acelerador poderia monitorar o funcionamento a distância, sem a necessidade de interromper o funcionamento do equipamento.

“O custo estimado de operação por hora do Sirius será de R$ 150 mil, incluindo a amortização, em 20 anos, do investimento realizado. Isso significa que a interrupção por meia hora do acelerador para realizar uma manutenção não prevista pode representar um prejuízo muito grande”, disse Regis Terenzi Neuenschwander, vice-gerente da divisão de engenharia do LNLS.



A construção do robô para o monitoramento do acelerador foi um dos desafios que mais despertaram o interesse das 44 empresas que participaram da “Mesa-redonda Parcerias Sirius”, realizada no dia 6 de novembro, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

“Gostaríamos de ter um dispositivo que nos ajudasse a antever problemas no acelerador, de modo a reduzir drasticamente a necessidade de interromper seu funcionamento”, afirmou Neuenschwander.

O evento teve como objetivo apresentar as 13 novas demandas tecnológicas – ou desafios – propostos às empresas paulistas na segunda chamada de proposta lançada pela FAPESP e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), para apoiar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores para o Sirius.

Lançada no âmbito do Programa PIPE/PAPPE Subvenção, a chamada de propostas está aberta até o dia 27 de novembro para microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas ou médias empresas sediadas no Estado de São Paulo, constituídas, no mínimo, 12 meses antes do lançamento do edital.

O apoio terá duração de até 24 meses, visando desenvolver processos e serviços inovadores que, além de atender a demanda de Sirius, poderão ser oferecidos ao mercado. Os recursos alocados para financiamento do edital são da ordem de R$ 20 milhões, sendo 50% com recursos da FINEP e 50% com recursos da FAPESP.

“Estamos muito otimistas com essa segunda chamada de proposta de projetos para o Sirius visto que a primeira chamada [lançada em setembro de 2014] teve uma boa resposta das empresas”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, durante o evento.

“Nossa expectativa ao apoiar pequenas e médias empresas a desenvolver tecnologias para o Sirius é ajudar não apenas o funcionamento do acelerador, mas possibilitar que essas empresas usem as soluções criadas para transformá-las em outras aplicações que gerem riqueza”, afirmou.

Uma das primeiras fontes de luz síncroton consideradas de 4ª geração no mundo, o Sirius demandará tecnologias que em boa parte não são de “prateleira” – jargão usado para classificar soluções que são encontradas no mercado interno ou externo – ou, se já existem, são muito caras ou inadequadas às especificações do projeto.

Ao aceitar o desafio de desenvolvê-las, as micro, pequenas e médias empresas paulistas podem ganhar capacitação tecnológica e isso poderá ser usado para explorar novos mercados, avaliou Carlos Américo Pacheco, diretor do CNPEM, durante o evento.

“A chamada de propostas para o Sirius representa, na realidade, um convite para uma parceria para o codesenvolvimento de soluções, visto que as empresas selecionadas terão uma forte interação com a equipe de engenheiros, físicos e técnicos do LNLS. Será um aprendizado conjunto. O convívio com a equipe de engenharia e instrumentação científica do LNLS possibilitará às empresas desenvolver capacitação tecnológica”, estimou Pacheco.

Componentes à Base de Cerâmica

O caso da ENGECER – empresa fabricante de componentes à base de cerâmica fundada por professores das Universidades de São Paulo (USP) e Federal de São Carlos (UFSCar) – ilustra os benefícios da parceria mencionada por Pacheco.

A empresa, que já tinha um relacionamento comercial com o LNLS, submeteu projeto para a primeira chamada de propostas para o Sirius, vislumbrando a possibilidade de intensificar o relacionamento com a equipe técnica do laboratório para desenvolver um componente à base de cerâmica, transparente ao campo magnético e capaz de suportar pressões da ordem de 10-10 mBar (Milibar), como a do interior do acelerador de elétrons do Sirius.

Por meio do projeto, apoiado no âmbito da chamada, a empresa desenvolveu um componente com essas especificações.

“Esse tipo de desenvolvimento transcende o nosso dia a dia, em que produzimos outras coisas para poder sobreviver”, disse Marcos Pereira Gonçalves, sócio-diretor da empresa. “O conhecimento que adquirimos durante o projeto, contudo, permitiu nos sentir mais capacitados para concorrer até mesmo no mercado externo”, avaliou.

Além da ENGECER, mais sete outras empresas foram selecionadas no primeiro edital, a primeira seleção pública para 13 outros desafios tecnológicos  apresentados pelo Sirius: Equatorial Sistemas, Luxtec Sistemas Opticos, Omnisys Engenharia, Atmos Sistemas, FCA Brasil Indústria Comércio Usinagem Peças, Macnica DHW e Opto Eletrônica.

Novo Patamar Científico

Ao longo dos últimos anos, a equipe de engenharia e instrumentação científica do LNLS tem desenvolvido um conjunto de soluções tecnológicas para o Sirius em parceria com outras empresas, como a multinacional brasileira WEG, de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

“O envolvimento do LNLS com empresas para o desenvolvimento de diversas soluções tecnológicas para o Sirius, relacionadas a questões como vibração, estabilidade e operação do acelerador, já é uma realidade”, afirmou José Roque da Silva, diretor do LNLS.

De acordo com ele, aproximadamente 14% da obra já está construída. “O Sirius possibilitará levar o Brasil a um novo patamar científico. Será um dos únicos casos de infraestrutura científica de grande porte em que o país estará, de fato, na fronteira do conhecimento”, avaliou.

Também participaram do evento Douglas Zampieri, membro da coordenação da área de Pesquisa e Inovação da FAPESP, e Marcos Francisco Almeida, analista de projetos da FINEP.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Começa a Construção do Maior Telescópio do Mundo no Chile com Participação Brasileira

Segue abaixo uma nota da postada ontem (12/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que começou nesta quarta-feira (11/11) no Chile a construção do maior telescópio do mundo, projeto este que conta com a participação brasileira.

Brasília, 12 de novembro de 2015 – O Brasil é um dos integrantes do consórcio de 11 instituições internacionais que viabilizou a construção do Telescópio Gigante de Magalhães, cujo início das obras foi feito ontem (11) pela presidente do Chile, Michelle Bachelet. O Telescópio, apontado como o maior do mundo, começa a operar em 2021.

“Trata-se de um projeto que marcará o desenvolvimento da astronomia nacional. É um processo significativo, as dificuldades foram superadas e tudo valeu a pena, já que atenderemos novas capacidades de observação. Uma janela se abre ao conhecimento”, disse a presidente.

De acordo com ela, “a astronomia é uma ciência de longo prazo e o país seguirá no caminho das surpresas que o universo oferece e todas as iniciativas são bem-vindas pensando no desenvolvimento dos cientistas e futuros astrônomos chilenos”.

A cerimônia, realizada no topo do observatório Las Campanas na região de Coquimbo, no norte do Chile, teve a presença de autoridades e cientistas ligados ao consórcio internacional, que comprometeram mais de US$ 500 milhões para o projeto.

O telescópio produzirá imagens dez vezes mais nítidas que as que do Telescópio Espacial Hubble e responderá perguntas importantes da cosmologia, da astrofísica e do estudo dos planetas fora de nosso sistema solar.

A planta do telescópio combina sete dos maiores espelhos que podem ser fabricados, cada um de 8,4 metros de largura, para criar um só telescópio efetivo de 25 metros de diâmetro.

“Será preciso um enorme trabalho na fase de design do projeto e do desenvolvimento dos espelhos gigantes, que são o coração do telescópio. Os maiores desafios técnicos já foram dominados e esperamos para poder juntar os componentes do telescópio no cume da montanha”, disse o presidente interino de projeto, Patrick McCarthy.

O novo telescópio também permitirá caracterizar planetas orbitando em torno de outras estrelas, ser presenciar a formação antecipada de galáxias e estrelas e ter evidência da matéria escura e da energia escura.

O Deserto do Atacama, onde fica o equipamento, é o mais árido do mundo e conhecido por seus céus nítidos, escuros e de uma qualidade de imagem excepcional.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Equipe do ITA Finaliza Desenho em CAD do Subsistema da Aviônica do Foguete Básico da COBRUF

Enquanto aguardamos pelo lançamento do “SARA Suborbital 1”, trazemos para você uma notícia sobre outro importante projeto em curso, este na área de educação, ou seja, uma notícia sobre a Competição Brasileira Universitária de Foguetes (COBRUF).

A equipe ITA Rocket Design do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)divulgou dia 28/10 em sua página no Facebook ter finalmente concluído o desenho em CAD do subsistema da aviônica, que irá compor todos os componentes eletrônicos, do Foguete Padrão da COBRUF.

Vale dizer que entre esses componentes, estão o computador de bordo, a buzina para localização, a câmera para filmagem, o altímetro barométrico para acionar o subsistema de recuperação, entre outros.


Lançamento do VSB-30 da Operação MASER 13 Cancelado a T20 Minutos

A Swedish Space Corporation (SSC) acaba de informar de que o lançamento do foguete brasileiro VSB-30 da“Operação MASER 13” foi cancelado devido ao mal tempo.

A contagem regressiva para o lançamento foi parada aT20 minutos do lançamento e segundo a empresa sueca,amanhã (sábado), não poderá ser realizada uma nova tentativa devido previsão de queda de neve pesada. Em outras palavras não há ainda uma previsão para uma nova tentativa.

Sendo assim leitor, todas as nossas atenções agira voltam-se para o lançamento esta tarde do VS-40M V03 do SARA Suborbital 1. Avante SARA.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

SSC Inicia Nova Contagem Regressiva Para Lançamento do VSB-30 na Madrugada Desta Sexta-Feira




Enquanto todas as nossas atenções aqui no Brasil estão voltadas para a“Missão do SARA Suborbital 1”, na Suécia, a Swedish Space Corporation (SSC) confirmou para esta sexta-feira (13/11) uma nova tentativa de lançamento do foguete brasileiro VSB 30 da “Operação MASER 13”.

O inicio da contagem regressiva (veja a foto) ocorrerá na madrugada desta sexta-feira a partir das 02:55 (horário local). Fique atento.