quarta-feira, 20 de julho de 2016

EROS B - ( Earth Resources Observation Sistemas B )




     A fim de atender a demanda do mercado para uma mais rápida revisitar de EROS ( Earth Resources Observation Sistemas B ), satélites, ImageSat tenha adquirido o EROS Bsatélite, que está agendado para lançamento durante o primeiro trimestre de 2006.

Semelhante em aparência a EROS A , o novo satélite tem capacidades superiores, incluindo uma câmera maior do tipo CCD / TDI (Charge Coupled Device / Time Delay Integration), com resolução pancromática padrão de 0,70 m, a uma altitude de cerca de 500 km, a maior on-board gravador, melhorou apontando precisão e um link de comunicação de dados mais rápida.

A vida útil projetada do EROS B é de dez anos, mas ImageSat esperar que ele funcione por 14 anos.
Originalmente uma constelação de 4 EROS B satélite foi planejado, mas foi reduzida para apenas um. Era para ser completada por EROS C em 2009, mas o lançamento deste satélite foi adiado.

Nação:Israel
Tipo / Aplicação:Observação da terra
Operador:ImageSat Internacional
Contractors:IAI
Equipamento:?
Configuração:OPSAT-2000 Bus
Propulsão:?
Poder:2 painéis solares fixos implementáveis, baterias
Tempo de vida:10 anos
Massa:350 kg
Órbita:500 km SSO
SatéliteCOSPAREncontroLSVeículo de lançamentoObservações
EROS B2006-014A25.04.2006LC-5 SvStart-1
EROS B2-canceladoLC-5 SvStart-1
EROS B3-canceladoLC-5 SvStart-1
EROS B4-canceladoLC-5 SvStart-1

Referências:

  • ImageSat Internacional Site
Outras missões EROS:

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O Kit do Cansat na caixa enviado pelo GMIT da Irlanda.

O Kit do Cansat na caixa enviado pelo GMIT da Irlanda.


Todos equipamentos que vieram com o Kit.


CanSat Training Video - Introduction


GMIT Cansat School  Project Training Video - Part 1.


GMIT Cansat School  Project Training Video - Part 2.


CanSat Training Video Part 2- Physical Structure



CanSat on RTE TV series , Insiders

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Lançado Com Sucesso de Woomera um Foguete Suborbital VS-30/Orion



DESCRIÇÃO DA CAMPANHA

Operação: HIFIRE 5B
Foguete: VS-30/Orion V 12
Numero do vôo do foguete: 17
Data de lançamento: 18/05/2016
Horário: Não divulgado
Apogeu do vôo: 278 Km
Alcance: 390 Km
Local: Woomera Teste Range (Austrália)
Objetivo: Lançamento do experimento HIFIRE 5B, carga útil do programa hipersônico internacional “Hypersonic International Flight Research Experimentation Program”, programa esse liderado pela NASA, pelo AFRL e pelo DSTO, com a colaboração do DLR alemão.
Resultado: Lançado com sucesso

Carga Útil Embarcada (Científica)

- Experimento HIFIRE 5B

Instituições Envolvidas

DLR - German Aerospace Center (Alemanha)
NASA - National Aeronautics and Space Administration (Estados Unidos)
AFRL - Air Force Research Laboratory (Estados Unidos)
DSTO - Defence Science and Technology Organisation (Austrália)
WTR – Woomera Test Range (Australia)

Participação Indireta:

DCTA - Departamento de Ciência de Tecnologia Aeroespacial (Brasil)
IAE - Instituto de Aeronáutica e Espaço (Brasil)

Lançado Com Sucesso de Woomera um
Foguete Suborbital VS-30/Orion

Foi lançado com sucesso dia 18/05/2016 o foguete brasileiro/americano VS-30/Orion V12 da Base do Woomera Test Range (WTR), localizado no Sul da Austrália, lançamento este que atingiu o apogeu nominal de 278Km com alcance de 390 km.

O objetivo desta missão foi o lançamento do experimento HIFIRE 5B, carga útil do Programa Hipersônico Internacional "Hypersonic International Flight Research Experimentation Program", programa este liderado pela NASA, pelo AFRL (Air Force Research Laboratory - EUA) e pelo DSTO (Defence Science and Technology Organization- Austrália), com a colaboração do DLR Alemão (German Aerospace Center).

Vale lembrar que o VS-30/Orion é um foguete suborbital desenvolvido pelo IAE em parceria com o DLR alemão (fornecedor do segundo estágio do veículo o motor-foguete Improved Orion de origem norte-americana) para realizar experimentos científicos em ambiente de microgravidade. Este foi o 17º lançamento realizado com sucesso deste foguete, sendo que pela primeira vez realizado do Território Australiano.

Vale lembrar também que como esse Programa hipersônico Australiano/EUA é um programa de vanguarda, o mesmo é cercado de varias restrições e assim muito pouca informação é divulgada sobre as suas operações de lançamento.

VÍDEOS:

                          Lançamento do VS-30/Orion V 12

                    Vídeo do site Australiano "Fairfax Midia"

FOTOS:

sábado, 28 de maio de 2016

O DCTA continua investindo no VLS-1, VLS-Alpha e VLS-Beta, lançadores de satélites de até 800 kg em órbita equatorial.

                                                                      Maquete do VLS-1

Um dos mais emblemáticos programas de desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, a construção do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite), deve ser abandonado, segundo informou o site da Agência Espacial Brasileira. De acordo com o vice-diretor do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica), Wander Golfetto, o programa pode não ser concluído por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.


Animação produzida pelo IAE do Lançamento do VLS 1 VO4 



Teste do Propulsor S-43TM - Operação Uirapuru


              Teste do Propulsor S40M - Operação Ômega




Concluídos Ensaios em Solo do Motor-Foguete Líquido L5 no IAE






Em audiência pública ontem (26) na Câmara dos Deputados, o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA), Wander Golfetto, afirmou que o programa pode não ser completado por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.


Números apresentados pelo DCTA apontam uma descontinuidade de recursos para o VLS, previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), documento orientador de investimentos da área. No total, o programa deveria receber cerca de R$ 155 milhões. No entanto, até o momento, foram executados R$ 108 milhões.
Inicialmente, a previsão era de que o veículo estaria completamente finalizado este ano. Agora, no entanto, a expectativa mudou. Hoje, o planejamento é para testar parte do foguete no fim de 2016.

O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também um grave problema de escassez de mão de obra, que pode inclusive atrapalhar outros projetos mobilizadores.
Segundo Golfetto, o Brasil já teria decidido tirar o pé mais uma vez do VLS. Em vez de mirar no mercado de lançadores de grandes satélites, a ordem agora seria focar no mercado de microssatélites.

Vídeo Animação do Vôo do VLS-1 XVT-01



1º Ensaio de Separação do Primeiro Estágio do VLS-1


                 2º Ensaio de Separação do 1° Estágio do VLS-1


               

"Chegamos à conclusão de que não vale a pena desenvolvermos no país um veículo para satélites geoestacionários. Existem vários concorrentes no mercado e o Brasil não lançará muitos equipamentos deste porte. Nosso foco está mais voltado para o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites). É um foguete mais simples, para transportar satélites menores. Acreditamos que ele entra em um nicho de mercado onde não existem lançadores naquela categoria", disse Golfetto.

O lançamento do VLS-1 passa por diversos percalços desde o acidente na base de Alcântara, no Maranhão, em 2003. A explosão matou 21 importantes técnicos, destruiu instalações e interrompeu o projeto do VLS. Na tentativa de recuperação da base e com o objetivo de explorar o mercado de lançadores de satélites, o Brasil optou por focar na construção de outro foguete, numa fracassada parceria com a Ucrânia, que custou 12 anos e R$ 1 bilhão (dividido entre os dois países). O chamado Cyclone 4 seria maior que o VLS, capaz de lançar cargas mais pesadas como de satélites de telecomunicações (de até 800 kg e numa órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de distância). 

O VLS foi mantido, mas deixado de lado. Estava previsto para 2013, depois 2014, 2015 e agora 2016. Mesmo assim, o teste será em apenas partes do foguete: ele não deve ficar totalmente pronto, segundo estimativas do DCTA.
"Temos o veículo todo reprojetado. Estamos trabalhando em um lançamento de um voo tecnológico, que visa testar a parte baixa do VLS, onde tivemos algumas dificuldades no acendimento do segundo estágio e na separação dos estágios. A análise servirá também para avaliar o sistema de navegação inercial que foi desenvolvido dentro do DCTA. Ele é baseado em fibra óptica. Já foi testado em aviões, no solo, agora precisamos fazer um voo espacial para certificar este veículo", explicou Golfetto.
O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita, está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também, segundo ele, a falta de mão de obra especializada.
"Se não houver reposição do quadro, em 2020, o DCTA terá uma redução de 44% da sua equipe em relação a 2011, em virtude do processo de aposentadoria. Há pouco tempo, foi autorizado concurso e pudemos contratar mais de 200 profissionais. No entanto, isto está aquém do necessário", alertou o vice-diretor.


Novo foco

O Brasil nunca construiu um foguete capaz de decolar para além das zonas suborbitais. O país tem mesmo mais capacidade de reinar no mercado de lançamento de microssatélites, inclusive diversos foguetes seus são utilizados na Europa para lançar cargas carregando experimentos científicos e tecnológicos.
Há êxitos com os lançadores da família Sonda e dos veículos de sondagem VSB-30, VS-30 e VS-40. O VSB-30, por exemplo, abastece o programa europeu de microgravidade.
O processo de construção do VLM se dá em cooperação com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). Porém novamente a descontinuidade de recursos pode atrapalhar este projeto, que tinha previsão inicial de conclusão para este ano e foi reprogramado para 2017. Estimado em R$ 126,9 milhões, até o momento o programa recebeu R$ 10 milhões, segundo ele.

O setor no Brasil

Em termos de percentual relativo do PIB, o Programa Espacial Brasileiro destina dez vezes menos recursos que a Índia e 30 vezes menos que os Estados Unidos. Os norte-americanos detêm 41% do mercado global de satélites, enquanto a participação brasileira é de 1,9%, segundo um estudo feito pela Câmara dos Deputados.

No Brasil, os investimentos governamentais a partir do fim da Segunda Guerra Mundial priorizaram setores de infraestrutura e indústria pesada e de bens de produção como mineração e petróleo. Nos últimos dez anos houve um aumento do interesse político no setor espacial, porém há diversas críticas em relação às constantes mudanças políticas, acidentes, atrasos e gasto maior que o planejado.

FAB contesta

Através de e-mail enviado ao UOL, a FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou o seguinte: "Não é verdade que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) vá abandonar o projeto VLS (Veículo Lançador de Satélite). O DCTA continua investindo no VLS-1, VLS-Alpha e VLS-Beta, lançadores de satélites de até 800 kg em órbita equatorial.
O vice-diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar Wander Golfetto, em audiência na Câmara dos Deputados, declarou, na verdade, que o Brasil não tem mais interesse em investir em lançadores de satélites geoestacionários, com capacidade de 1 a 4 toneladas. Portanto, o desenvolvimento do VLS-1 continua de acordo com a disponibilidade orçamentária.
É importante ressaltar que, graças ao desenvolvimento do VLS-1, o Brasil adquiriu tecnologia que possibilita a exportação de foguetes suborbitais para a Europa. Somente este ano, seis foguetes foram lançados."

FOGUETE BRASILEIRO É LANÇADO NA AUSTRÁLIA


Na última quarta-feira, dia 18, foi lançado o foguete suborbital VS-30/IO V12 no Centro de Lançamento de Woomera - WIR (Woomera Instrumeted Range), localizado na Austrália. O propulsor S30 (primeiro estágio do VS-30/IO) foi produzido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), unidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). 

O VS-30/ORION é um foguete suborbital bi-estágio a propelente sólido, não guiado, estabilizado por empenas e lançado de trilho. Consiste de um propulsor S30, no primeiro estágio e um propulsor “Improved Orion (IO)” no segundo estágio. Este foguete pode efetuar missões com cargas úteis científicas e tecnológicas de 100 a 260 kilos. 

O voo do foguete foi nominal (apogeu de 278 km; alcance de 390 km) e o experimento foi realizado com sucesso. A carga útil – responsável pelo transporte - levou o experimento hipersônico HiFire - Hypersonic International Flight Research Experimentation Program, programa este liderado pela NASA, pelo AFRL (Air Force Research Laboratory) dos EUA e pelo Defence Science and Technology Organisation (DSTO) da Austrália, com a colaboração do DLR (Centro Aeroespacial Alemão).

O motor S30, do segundo estágio, tem sido largamente utilizado em outros foguetes suborbitais, tais como o Sonda III, VS-30 e VSB-30. Todos esses foguetes já foram utilizados dentro do acordo de cooperação entre o IAE/DCTA e o DLR. “A expectativa é de que o S30 continue cumprindo com eficiência a missão para a qual foi idealizado, ampliando o papel do Brasil como provedor de tecnologia e confirmando a confiança que seus parceiros internacionais nele depositaram e proporcionando a transferência das tecnologias de foguetes suborbitais já dominadas pelo DCTA/IAE para a indústria nacional”, relata o Pesquisador Engenheiro do IAE e Gerente do Projeto Eduardo Dore Roda.


Até o presente foram efetuados doze lançamentos, nove voos relacionados com o Centro Espacial Alemão, três lançamentos no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Esta foi a primeira vez que um foguete brasileiro é lançado do território Australiano. O próximo voo está previsto para 2017 de um foguete VSB-30 com a carga útil HiFire 4.