sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lançamento do VS-30/Orion da Operação HIFIRE-5B na Austrália

                      Foguete VS-30/Orion é Lançado da Austrália


Foi anunciado sem detalhes em alguns sites internacionais de que foi realizado no dia 18/05 o lançamento do foguete brasileiro VS-30/Orion da “Operação HIFIRE-5B” da Base de Woomera, na Austrália.


                                 Operação HIFIRE-5B

Não há maiores informações ainda sobre esta operação de lançamento e sobre o seu resultado, mas vale lembrar que esta operação foi programada devido à falha apresentada no motor-foguete "Improved Orion" do segundo estágio do VS-30/Orion durante a “Operação HIFIRE-5A”, ocorrida na Base de Andoya, na Noruega, em abril de 2012.

VS-30 Orion


O VS-30 Orion é um veículo suborbital de dois estágios 
a propulsão sólida com capacidade de efetuar missões 
com cargas úteis de 160 kg para um apogeu de 350 km.

O primeiro estágio é constituído pelo propulsor S30 e o  
segundo estágio pelo propulsor Improved Orion, de 
fabricação americana.

O veículo possui cerca de 8,8 metros de comprimento e 
massa total de aproximadamente 1,8ton na decolagem.


O primeiro voo de qualificação ocorreu em 2000 , a 
partir do CLA, e até o presente foram efetuados 7 lançamentos.



      

Lançamento do VS-30/Orion da Operação HIFIRE-5B


Segundo consta devido à falha do foguete brasileiro/americano até se pensou utilizar um foguete Terrier Mk 70/Lynx nesta missão, mas ao final ficou decidido por utilizar novamente o VS-30/Orion.




Outra coisa a lembrar é que está é a primeira vez que um foguete brasileiro é lançado do território Australiano e vamos ficar na torcida que tudo tenha ocorrido como planejado.
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Vôos planejado:

veículo de série .......Data .....LS ..... Operação
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VSB-30 V12 xx.xx.2016 * Wo HIFiRE 4a / 4b HIFiRE
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VSB-30 V19 xx.xx.2016 * Es Maius 1
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VSB-30 xx.xx.2016 * Es MAPHEUS 6
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VSB-30 V11 xx.xx.2016 * Al mcg 2
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VSB-30 xx.xx.2016 * Es Texus 54
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Al = Alcantara Centro Espacial (CLA), Brasil 
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E = Andøya Rocket Range, Andøya, Nordland, Noruega 
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Es = Esrange, Kiruna, Suécia 
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Wo = Woomera Instrumented Range, Woomera, Austrália do Sul, Austrália

o VS-30 Orion sonoridade foguete brasileiro lançou o HiFire-5b

2016/05/20 (6 horas, 27 minutos atrás) 

2 dias atrás, um 30 VS Orion sonoridade foguete brasileiro 
lançou o HiFire-5b payload pesquisa hipersônico de
 Woomera, Austrália, para uma velocidade de  Mach 7,5.


78 12 VS-30 Orion 2016/05/18 * Wo HIFiRE 5b

quinta-feira, 12 de maio de 2016

IAE propõe revisar o Programa de Veículos Lançadores de Satélites


No dia 29 de fevereiro, a Direção do IAE promoveu uma reunião administrativa com todos os integrantes do Instituto, tendo como foco principal apresentar os resultados das investigações do acidente com o foguete suborbital VS-40M ocorrido na Operação São Lourenço, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Em função das recomendações do relatório de investigação e de outros fatores de projeto, e atendendo à política de total transparência na gestão do Instituto, aproveitou-se a oportunidade para abordar a situação atual do projeto do veículo VLS-1.


                                                                  VLS-1  _ V01


                                                                       VLS-1 _ V02


                                                                        VLS-1 _ V03
Essa apresentação abordou de forma pragmática temas técnico-gerenciais do veículo VLS-1, tais como: a missão, o histórico, a organização gerencial do projeto e a situação atual do desenvolvimento. A explanação foi límpida quanto aos principais obstáculos e aos esforços que o IAE e a Agência Espacial Brasileira (AEB) têm empreendido, dentro das limitações atuais de várias naturezas. IAE e AEB têm sido grandes parceiros e os principais protagonistas na busca de apoio para o Programa Espacial Brasileiro e no desenvolvimento dos veículos para o acesso ao espaço, de forma contínua e com soluções possíveis dentro dos seus limites de atuação, objetivos permanentes de nosso Programa Espacial.




É importante destacar que o Programa de Veículos Lançadores de Satélites (VLS) muitas vezes é confundido com o veículo VLS-1. Convém esclarecer que a família de veículos lançadores de satélites, conforme estabelecido no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2012-2021, é composta pelos veículos VLS-1, VLM, VLS-Alfa e VLS-Beta. Assim sendo, a apresentação em comento tratou apenas da configuração do veículo VLS-1. É relevante lembrar, ainda, que a configuração do veículo VLS-1 foi definida a partir das limitações do parque industrial brasileiro da década de 80, visando atender a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). O conhecimento acumulado pelo IAE e a evolução das tecnologias permitem, hoje, projetar motores com diâmetros maiores e de melhor desempenho propulsivo, visando simplificar a configuração dos estágios iniciais, utilizando soluções com maior confiabilidade. É fato que não podemos ser indiferentes à evolução tecnológica e às transformações do mercado que ocorreram ao longo das últimas três décadas. Tais mudanças impõe a revisão de prioridades, sem perder de vista o objetivo maior, que é o de conquistar a autonomia no acesso ao espaço.



A apresentação mostrou não só a continuidade do Programa de VLS, como apresentou a proposta da retomada do desenvolvimento de um veículo suborbital presente no PNAE 2005-2014, porém ausente no atual PNAE 2012-2021, o foguete suborbital VS-43. Tal proposta está sendo preparada e discutida de forma responsável e gradativa, a fim de ser uma proposta sólida, completa e coerente, evitando-se divulgações equivocadas que nada contribuem para o Programa Espacial Brasileiro.
A proposta do foguete de sondagem VS-43 segue a lógica utilizada no desenvolvimento dos veículos suborbitais do IAE, onde os novos sistemas e estágios superiores são ensaiados em veículos qualificados. Tal estratégia permite isolar riscos tecnológicos e tratá-los de uma forma racional por meio de um veículo mais simples e, consequentemente, menos custoso. Um dos principais benefícios do desenvolvimento do VS-43 é a utilização do estoque existente de componentes, equipamentos, subsistemas e dispositivos remanescentes do veículo VLS-1, otimizando os recursos financeiros, tecnológicos, materiais e pessoais disponíveis atualmente no Instituto. A estratégia visa superar os desafios do mais simples para o mais complexo, permitindo conquistas graduais e consistentes, a fim de persistir nos objetivos de todos os colegas de ontem e de hoje que dedicaram o seu tempo e as suas vidas para alcançar o sucesso da MECB e do Programa Espacial Brasileiro. Neste esforço, os legados de conhecimentos e infraestrutura do esforço para o desenvolvimento do VLS-1 são fundamentais.




Atualmente, a demanda do mercado, de amplo conhecimento da comunidade técnico-científica, aponta para o nicho de Veículos Lançadores de Micro e Minissatélites. Neste contexto, aproveitando todo o aprendizado, os conceitos e as tecnologias demonstradas no projeto do veículo VLS-1, o IAE e a AEB trabalham no desenvolvimento e certificação do projeto de um Veículo Lançador de Microssatélites com menor custo, tecnologias mais atuais e com viabilidade comercial, o veículo VLM-1.




O Instituto de Aeronáutica e Espaço e a Agência Espacial Brasileira ratificam que o programa de desenvolvimento de veículos lançadores de satélites não será descontinuado, mas atualizado, e isto requer a revisão de suas prioridades. Considerando o histórico e a situação atual de todos os fatores produtivos, decidiu-se priorizar uma nova configuração de veículo lançador de satélites, a do veículo VLM-1, mais simples e coerente com as possibilidades atuais, e passo importante para projetar e desenvolver outros veículos que o sucederão.








quarta-feira, 11 de maio de 2016

A SSC Planeja Lançar da Suécia Dois VSB-30 Entre os Meses de Junho e Julho

 segundo o atual programa de lançamento do Centro Espacial de Esrange, na Suécia, aSwedish Space Corporation (SSC) tem programado para os meses de Junho e Julho deste ano, a realização das campanhas de lançamento das Operações MAIUS-1 e MAPHEUS-6, onde serão utilizados dois VSB-30, que vale lembrar, é o mais exitoso foguete de sondagem já desenvolvido no Brasil e o único certificado internacionalmente.



Vale lembrar também que a Operação MAIUS-1 (‘Matter Under interferometry Weightlessness’ em inglês) é mais  um projeto do DLR (Centro Aeroespacial Alemão) onde o foguete VSB-30 será utilizado como lançador, e está será a segunda vez que o projeto  MAPHEUS ('Material Physics Experiments in Weightlessness' em inglês) se utilizará de um foguete VSB-30 como lançador, e a terceira vez que utilizará um foguete brasileiro para o mesmo propósito, já que na Operação MAPHEUS-4 foi utilizado um foguete VS-30.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

ITA inaugura laboratório na área de simulação virtual


O Instituto Tecnológico de Aeronáutica inaugurou na última sexta-feira, 8, o Laboratório de Computação em Fenômenos de Transporte, voltado à pesquisas de visualização e simulação virtual.

Este laboratório está subordinado a Divisão de Engenharia Mecânica, criado pela Portaria número 28/ITA, de 19 de outubro de 1999 e sob a responsabilidade do professor Marcelo Lemos. Foi construído através de um termo de cooperação com a Petrobras, e está ligado à rede temática computação e visualização científica, desta empresa.

As redes temáticas da Petrobras são parcerias entre a empresa e universidades nacionais para incentivo a pesquisa e desenvolvimento científico. A compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural nas áreas de educação e saúde são prerrogativas legais a qualquer empresa do setor.

No ITA, a proposta é trabalhar em pesquisas relativas a fontes de energia renováveis e formas híbridas de energia. Para Ismael Santos, representante da empresa e também pesquisador, “o setor de óleo e gás tem muitas aplicações que demandam diversas áreas de conhecimento e que o ITA domina”. A ideia é aumentar a colaboração e a integração, aprimorando as tecnologias e recursos para as tomadas de decisão.

O laboratório tem hoje cerca de 20 alunos envolvidos, além de apresentar publicações cientificas no Brasil e no exterior. O reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia, lembrou que “este laboratório é resultado de um trabalho de anos e é uma satisfação para o ITA ter um espaço com esta qualidade e resultados”. 

CLBI REALIZA OPERAÇÃO ASTROS DO EXÉRCITO BRASILEIRO


Para cumprir o Acordo de Mútua Cooperação CLBI-AVIBRAS, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) sediou, no período de 25 a 28 de abril, uma das fases da Operação ASTROS 2020/2016.
A operação está prevista no cronograma de desenvolvimento de sistemas e equipamentos em desenvolvimento pela empresa brasileira AVIBRAS, dentro do Projeto Estratégico do Exército Brasileiro ASTROS 2020 (PEE ASTROS 2020).
De acordo com Coordenador Geral da Campanha pela empresa AVIBRAS, Sr. Hélio Ricardo Barroso, o CLBI tem sido o cenário ideal, pois são proporcionadas condições de segurança, excelência operacional, proficiência técnica e know-how dos recursos humanos envolvidos nas atividades de preparação, lançamento e rastreio de veículos. “A logística facilitada pela localização do Centro, material humano qualificado, meios operacionais disponíveis e adequadamente mantendo somados à excelente relação de cordialidade entre as instituições são fatores essenciais que levam ao sucesso da parceria”, afirmou.
Ele ainda disse que a confiança na precisão dos meios operacionais do CLBI assegura decisões em momentos vitais das Operações: “A confiabilidade dos dados de telemetria, que permitem análise posterior, proporciona ajustes e/ou correções para melhoria contínua do produto final. A capacidade de rastreio radar, proporcionado pelos radares (Adour e Bearn, que permitem assegurar, em tempo real, uma correta decisão, principalmente quando há desvios em relação às trajetórias nominais, aumentando assim a segurança geral das campanhas”.
O Exército Brasileiro, responsável por buscar o domínio e o desenvolvimento de tecnologias de interesse da Defesa Nacional, por meio de seu Centro Tecnológico (CTEX), acompanhou, na Campanha, os ensaios e testes que permitem avaliar elevação de performance e desempenho do conjunto de equipamentos e sistemas que compõe os Produtos de Defesa sob execução pela empresa contratada AVIBRAS.



Durante o debriefing da Campanha, o Diretor do CLBI, Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, destacou a plena capacidade operacional à disposição dos clientes e a importância, em particular, da parceria com a AVIBRAS, que tem proporcionado treinamento e manutenção da elevada capacitação técnica e operacional dos meios materiais e humanos. “Inserida no calendário operacional do CLBI, a Operação ASTROS 2020 faz com que a cadência de atividades operacionais se torne mais elevada, proporcionando uma contínua e adequada capacitação de recursos humanos e materiais para campanhas de veículos espaciais, atividade fim da Unidade, pois envolvem-se todos os meios de “preparação, lançamento e rastreio” similar a uma Operação de lançamento de foguetes suborbitais”, explicou.
Nesta segunda fase da Operação, a Marinha do Brasil, por meio do 3° Distrito Naval, participou na Operação com o Navio-patrulha Goiana e Graúna, além do Rebocador de Alto Mar Triunfo, lotados na Base Naval de Natal, que auxiliaram na vigilância e remoção das embarcações nas proximidades dos possíveis impactos dos artefatos lançados, que promoveu um desempenho diferenciado na cadência de lançamentos como avalia o Chefe da Divisão de Operações do CLBI, Tenente-Coronel Aviador Marcello Correa de Souza. “Realizamos uma coordenação com a Marinha do Brasil que promoveu envolvimento de três embarcações patrulhas, limitando o ingresso de qualquer embarcação ao polígono de segurança previamente delimitado”, esclareceu.
Ainda de acordo com o ele, a ação conjunta, viabilizou uma elevação do desempenho operacional, principalmente na celeridade proporcionada, traduzido pela diminuição do tempo necessário para realização de algumas etapas, como novas verificações preliminares a cada lançamento (esclarecimento marítimo) e/ou espera pelo abandono de área por embarcações que se encontrem dentro da área de riscos, permitindo maior número de lançamentos num determinado intervalo de tempo.
AVIBRAS - A organização ocupa um lugar de destaque na história do setor aeroespacial, como uma das pioneiras no Brasil em construção de aeronaves, desenvolvimento e fabricação de veículos espaciais para fins civis e militares. Fundada em 1961 por um grupo de engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), entre eles, o engenheiro João Verdi Carvalho Leite, a AVIBRAS ganhou seu lugar na história do setor aeroespacial, como uma das pioneiras no Brasil em construção de aeronaves, na participação em programas de pesquisa espacial, no desenvolvimento e na fabricação de veículos especiais para fins civis e militares.

Reconhecida mundialmente pela excelência e qualidade de seus produtos e sistemas, a Avibras é uma empresa brasileira de engenharia com mais de 50 anos de atuação. Detentora de know-how consagrado, a empresa desenvolve tecnologia trazendo soluções inovadoras para as áreas de Defesa e Civil.
Presente nos mercados nacional e internacional, a AVIBRAS também se destaca no desenvolvimento e na industrialização de diferentes motores foguetes para a Marinha do Brasil e para a Força Aérea Brasileira; sistemas fixos ou móveis de C4ISTAR (Comando, Controle, Comunicação, Computação, Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvo e Reconhecimento) e Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) – o Falcão.
Fonte e fotos: CLBI
Foto 1: Centro de Controle no CLBI.
Foto 2: Lançamento do Míssil AV-TM 300.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

MAR-1 Míssil Anti-Radiação da FAB






MAR-1 é um míssil ar-superfície anti-radiação usado para neutralizar baterias anti-aéreas.
Desenvolvido pelo DCTA e Mectron o míssil foi encomendado pela FAB e pela PAF (Pakistan Air Force).



Northrop F-5EM Tiger II FAB / MAR-1 / MAA-1B Piranha / PAMA
2013
Mectron MAR-1 Ar-Solo
Mectron MAA-1B Piranha Ar-Ar
Oficina de manutenção do parque aeronáutico de São Paulo




     A-Darter o Novo Míssil da FAB

  
Novo míssil ar-ar de 5ª geração da Força Aérea Brasileira

Marinha do Brasil Compra Mísseis








MB compra mísseis anti-navio Exocet (versões Ar-Mar e Submarina-Mar) e anti-aéreo Sea Ceptor.

MARINHA AFUNDA CORVETA DESATIVADA em TESTE com MÍSSEIS

Operação MISSILEX 2016 envolveu o lançamento dos mísseis anti-navio Exocet e Penguim


A Marinha usou como alvo a ex-corveta, já desativada e preparada para o exercício (Marinha do Brasil)

“Impacto no alvo, câmbio”, informou o comandante do helicóptero SH-16 Seahawk da Marinha do Brasil, após um espetacular teste com um míssil anti-navio Penguim que danificou seriamente uma embarcação militar desativada. A marinha divulgou nessa quinta-feira (28) um vídeo com as ações da Operação MISSILEX 2016, realizada entre os dias 11 e 20 deste mês, na região marítima do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O exercício também envolveu o lançamento de um míssil Exocet a partir da fragata União (F45), contra o mesmo alvo, uma ex-corveta da classe Frontin.



O míssil Penguim é uma arma do tipo “ar-mar” ou “mar-mar”: pode ser lançado a partir de helicópteros, aviões ou embarcações. O artefato pesa 385 kg, sendo até 130 kg de explosivos, e persegue o alvo orientado por radar, sensor de infravermelho e um sistema de mira laser, instalados no próprio míssil, que explode assim que toca o alvo.



O Penguim foi desenvolvido pela Kongsberg Defence & Aerospace, uma empresa de material bélico da Noruega. Além da Marinha do Brasil, o equipamento também é utilizados pelas forças armadas de países como Estados Unidos, Suécia e Turquia. As primeiras versões do míssil norueguês entraram em serviço em 1972.

Já o Exocet é um míssil que quase dispensa apresentação. Considerado uma das armas mais letais contra embarcações, o armamento desenvolvido pela empresa francesa MBDA também é parcialmente fabricado no Brasil, em parceria entre a Avibras e Mectron. O artefato pode ser disparado a partir de helicópteros, aviões, embarcações e até de submarinos – o Brasil opera as versões que podem ser lançadas de helicópteros e navios.



Enquanto o Penguim causa sérios danos a uma grande ou média embarcação, mas não a ponto de afundá-la, o Exocet pode ser interpretado como a ação final. Maior e mais pesado, o míssil de origem francesa é guiado pelo radar de seu vetor de lançamento (no caso do navio ou do helicóptero) e na parte final do trajeto entra no modo automático e explode ao contato com o alvo.
O Exocet é programado para acertar o casco da embarcação próximo a linha d’água, o que aumenta as chances de afundamento. E foi o que aconteceu durante o teste da Marinha. O míssil lançado da fragata União atingiu o alvo em cheio, que afundou minutos depois.

                   Operação Missilex 2016

A Marinha do Brasil realizou no período de 11 a 20 de abril, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), a Operação MISSILEX 2016. A Operação teve como objetivo realizar exercícios no mar, de caráter estritamente militar, concernentes às tarefas básicas do Poder Naval,



terça-feira, 12 de abril de 2016

ASTROS 2020 – Mísseis e Foguetes O Programa ASTROS 2020

Um dos sete Programas Estratégicos do Exército (PEE) o ASTROS 2020 já implica em alterações administrativas e doutrinárias  no Exército.  A maior alteração anterior, foi a criação do 6º Grupo de Lançadores  Múltiplos de Foguetes  (GLMF), com a concentração de todos os vetores ASTROS II em uma única unidade.
 

O objetivo foi de aproveitar a sinergia pela integração das unidades, antes dispersas pelo país,  e ter o sistema de lançadores de foguetes ASTROS como um vetor estratégico do Exército, ao emprego do Comando de Operações Terrestres (COTER). Foi posicionado no Campo de Instrução de Formosa, com sede na cidade de Formosa, estado de Goiás.


A introdução do ASTROS 2020 com novas capacidades e armamentos traz o conceito do míssil. Assim, em 1º de Fevereiro de 2015, a unidade  passa a denominar-se  6º Grupo de Mísseis e Foguetes, permanecendo subordinado administrativamente ao Comando Militar do Planalto (CMP).

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AV-TM300 - Brasil deverá ter míssil de médio alcance em 2016 Exército investe R$ 195 milhões no AV-TM300 da Avibras


O Exército do Brasil está desenvolvendo os primeiros mísseis nacionais de alcance na faixa de 300 quilômetros e com a capacidade de fazer navegação inteligente até seus alvos. A carga explosiva fica entre 150 quilos e 200 quilos. O programa de construção do AV-TM é parte do sistema de artilharia ASTROS 2020, uma das sete prioridades estratégicas no processo de modernização da Força Terrestre.

AV-TM 300 Matador - Míssil de Cruzeiro Brasileiro

Mais um vídeo da série "Tudo Sobre", desta vez voltado ao mais novo míssil de cruzeiro que está em fase final de desenvolvimento na empresa Avibras e, em breve será incorporado ao Exército Brasileiro.


O contrato para o desenvolvimento do míssil foi assinado no dia 29 de novembro no Comando do Exército, em Brasília. Uma cerimônia discreta. A empresa, dona do projeto, é a AVIBRAS Aeroespacial. O pacote completo do investimento no Astros 2020 é avaliado em R$ 1,246 bilhão. O custo, só da fase de desenvolvimento do AV-TM, será de R$ 195 milhões. Segundo Sami Hassuani, presidente da AVIBRAS, todas as etapas do empreendimento estarão integralmente cumpridas até 2018, "mas, o primeiro lote, será entregue ao Exército já em 2016". Em nota, o Comando do Exército informou que no período de 2011 e 2012 aplicou, diretamente no plano, R$ 220 milhões.






Hassuani acredita nas possibilidades do produto no mercado internacional. Ele estima que apenas clientes tradicionais do arranjo atual do Astros, como a Arábia Saudita, a Malásia e a Indonésia, representem "encomendas na escala de US$ 2 bilhões" aos quais "se somam novos negócios potenciais na linha de US$ 3,5 bilhões até 2022".





A primeira versão do míssil foi criada em 1999 e apresentada em 2001, na condição de munição alternativa e avançada do lançador múltiplo de foguetes. Ao longo dos últimos dez anos, a arma passou por constante aperfeiçoamento. O desenho atual é moderno, mais compacto e dispensa as asas retráteis da configuração original. O míssil mede 4,5 metros e utiliza materiais compostos. O motor de aceleração usa combustível sólido e é usado no lançamento. Durante o voo de cruzeiro, subsônico, o AV-TM tem o comportamento de uma pequena aeronave - a propulsão é feita por uma turbina, construída também pela Avibrás.






No limite. O sistema está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O regime pretende conter a proliferação dessa classe de equipamento militar com raio de ação acima de 300 quilômetros e ogivas de 500 quilos. Nos termos do acordo multinacional, os 34 participantes - entre os quais, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia e França, todos potências nucleares - assumem que cada Estado deve estabelecer a política nacional de exportação dos vetores de ataque não tripulados. Em 1992 o MTCR passou a considerar todas as armas de destruição em massa. "O AV-TM está rigorosamente dentro da distância fixada e, de forma bem clara, com folga no peso", explica Sami Hassuani.





De acordo com exposição do coronel Geraldo Antonio Diniz Branco, em seminário do Ministério da Defesa, em 2011, "ser parte do MTCR implica o grave compromisso de não permitir a proliferação da tecnologia de mísseis a partir de seu território". Para Diniz Branco, "todavia, isso não impede o desenvolvimento das tecnologias de mísseis, próprias ou de parceria com outro Estado".




O Comando do Exército destaca que o ASTROS 2020 é a plataforma para que a Força tenha "apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade". A navegação do AV-TM é feita por uma combinação de caixa inercial e um GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo. Seu objetivo ideal é uma instalação estratégica - refinarias, usinas geradoras de energia, centrais de telecomunicações, concentrações de tropa, depósitos, portos, bases militares, complexos industriais.






"Ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis; isso pode vir a ser incorporado, claro, em uma série especial", destaca Sami Hassuani. Esse recurso permitirá outras façanhas - por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral, eventualmente ameaçando as províncias petrolíferas em alto-mar.

Foguete. O ASTROS 2020 terá ainda um novo, - menos sofisticado, mas mais barato - tipo de munição, o foguete guiado SS-AV-40, para chegar a 40 quilômetros com precisão e pouco "espalhamento", evitando a dispersão em relação ao ponto de impacto com recursos eletrônic0s de direção - entretanto, incapaz de navegar e procurar a área do objetivo. O Exército destinou R$ 40 milhões ao projeto.



Cada bateria do sistema é composta por seis carretas lançadoras apoiadas por seis remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica e um de manutenção (veja gráfico). O míssil AV-TM é disparado dois a dois. O SS-30 em salvas de 32 unidades, o SS-40, de 16; os SS-60 e SS-80 de três em três. O grupo se desloca a 100 km/hora em estrada semipreparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento. Cumprida a missão, deixa o local deslocando-se para outro ponto da ação, antes que possa ser detectado.

A série 2020 opera os mesmos foguetes regulares do ASTROS-2, dois deles, o SS-60 e o SS-80, são dotados de cabeças de guerra de 150 kg de alto explosivo, ou perto de 70 granadas independentes. O conjunto eletrônico é da sexta geração. Melhora a exatidão do disparo e permite a integração do Veículo Aéreo não Tripulado (Vant) Falcão, da mesma AVIBRAS, expandindo o reconhecimento.