segunda-feira, 9 de novembro de 2015

MASER 13 é um programa de foguete de sondagem para a realização de experiências científicas em microgravidade. O programa é desenvolvido e gerido pela SSC. MASER 13 está agendado para lançamento de Esrange Space Center em novembro 2015

Agrião Thale, crescimento de cristais, liga de solidificação e reações químicas em microgravidade

MASER é um programa de foguete de sondagem para a realização de experiências científicas em microgravidade. O programa é desenvolvido e gerido pela SSC. MASER 13 está agendado para lançamento de Esrange Space Center em novembro 2015


O PROGRAMA



Programa MASER (material Ciência Experiência de Rocket) foi iniciado por SSC em 1985, inicialmente, a fim de aumentar as oportunidades de voo para experimentos de microgravidade após o ônibus espacial Challenger catástrofe. O primeiro lançamento ocorreu em 1987, oferecendo 7 minutos de microgravidade com quase 300 km apogeu, e usou de um sistema de orientação que é obrigatória para essas trajetórias elevadas. Desde o início doze foguetes Maser foram lançados a partir de Esrange, com 4-7 experimentos por missão. Os vôos têm proporcionado 6-7 minutos de baixos níveis de microgravidade usados ​​como uma ferramenta para a investigação científica em várias disciplinas - como a ciência fluido, ciência dos materiais e bio ciência. Sem a presença de gravidade, os diferentes comportamentos de processos e substâncias pode ser estudada. Além disso, experimentos em condições de ausência de gravidade, muitas vezes ajudar os cientistas a validar seus modelos teóricos.

Dentro programa MASER, projetos de pequena escala e constrói módulos experimentais de acordo com os requisitos experimentais estabelecidas pelas equipes científicas. Neste trabalho SSC muitas vezes subcontrata tarefas principais para experientes empresas europeias especializadas em, por exemplo sistemas ópticos ou mecânicos.
SSC, com o apoio da DLR MORABA, também fornece os serviços de Voo de ingressos para as missões, incluindo a montagem e testes de carga, sistemas de serviços e recuperação e, naturalmente, também a campanha de lançamento eo vôo.


O PROJETO

MASER 13 projeto foi iniciado em 2013, sob contrato com a ESA projeto preliminar dos quatro módulos experimentais BIM-3, CDIC-3, XRMON-SOL e mais tarde também MEDI. Com a conclusão e prontidão de todos os quatro módulos experimentais em agosto de 2015, testes de verificação no nível de carga integrado será realizada nas instalações da SSC em Estocolmo, em Setembro de 2015, com lançamento previsto para novembro.

A MISSÃO

informações gerais

Local de lançamento
Esrange Space Center
Data de lançamento
1 Hot contagem regressiva: 09 de novembro de 2015
Cliente
ESA
Contratante principal
SSC

Informação técnica

Tipo de foguete
VSB 30 foguete
Diâmetro nominal
557 milímetros, 17 polegadas
Massa total de carga e comprimento
404 kg, 530 cm
Massa total de carga útil científica
277 kg, 355 cm
Apogeu
~ 250 km
Microgravidade
> 6 min

Carga útil científica  

Módulo Experiment
Nome da experiência, descrição e investigador
Massa, comprimento
Comentários
CHYPI-Marche padrões e instabilidades Chemo-hidrodinâmico
A. de Wit et al.
Université Libre de Bruxelles
73 kg, 96 cm
Ciência fluido
de vídeo ligada Down-
GRAMAT Isolamento de mRNA para identificar a expressão de genes relacionados com a gravidade
SPARC A Specialized fosfolipase A, e relocalização em células-transporte de auxina em microgravidade
Klaus Palme et al. FRIAS, Albert-Ludwigs-Universität Freiburg
54 kg, 65 cm
Dois experimentos biológicos de plantas com Arabidopsis thaliana(Inglês: Thale agrião, sueco: Backtrav)
CETSOL-MEDI, Multiple Interação equiaxed Dendrite
L. Sturz et ai.ACCESS e. V. Aachen
56 kg, 60 cm
Crescimento Chrystal
vídeo para baixo ligado
XRMON-SOLIDIFICAÇÃO No local de controle de raios-X de processos metalúrgicos avançados sob microgravidade e condições terrestres
D. Browne
University College de Dublin
99 kg, 114 cm
Solidificação isotérmica
In-situ de observação de raios-X
Down-ligados vídeo

Para obter informações sobre o módulo de experiência, clique nos nomes na coluna da esquerda

Passageiros técnicos

Passageiro
Nome do Passageiro, descrição
Massa total do sistema
Comentários
IMU-BB (ESA)
Inertial Measurement Unit Bread Board, teste de desempenho IMU global em ambiente representante voo
3 kg
Sistema é stand-alone e localizado no adaptador de carga útil

 

O grupo industrial

MASER 13 missão é realizada por SSC sob contrato ESA. O grupo industrial realizar o trabalho consiste em SSC no papel de Prime, e os experientes Sub-empreiteiros Airbus DS em Bremen, RUAG sistemas espaciais em Nyon, DTM em Modena, a evolução Techno sistema em Pozzuoli, Nápoles, bem como Lambda-X em Nivelles, em Bruxelas, que todos têm desenvolvido grandes partes dos módulos experimentais.
DLR MORABA em Oberfaffenhofen, Munique, contribuem em grande parte para a parte Flight Ticket da missão, tais como sistemas de foguetes de motor, sistema de recuperação, sistema de controle de taxa, análise de voo e sistema de telemetria chão.
Módulo Experiment
Indústria envolvidos
Lambda-X (BE)
DTM (IT)
Techno Sistema Developments (IT) SSC (SE)


SSC (SE)
RUAG Space Systems (CH)

Airbus DS (DE) SSC (SE)


SSC (SE)

A carga útil


A carga é composta por quatro módulos experimentais e os sistemas de serviços, que são o módulo MASM Service, Sistema de Recuperação ERS com o nariz cone, o balanceamento de Anel com receptor GPS e câmera de observação voo e, finalmente, o adaptador de carga útil que faz interface com o motor.

sábado, 7 de novembro de 2015

FOGUETE de TREINAMENTO INTERMEDIÁRIO é LANÇADO com SUCESSO em ALCÂNTARA

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou com sucesso nesta sexta-feira (30/10), o 12º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI). O lançamento faz parte das atividades previstas na Operação São Lourenço, realizada em Alcântara pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) desde o dia 22 de outubro de 2015. O objetivo foi preparar todos os meios e as equipes envolvidas com a campanha de lançamento em andamento no CLA.

O FTI foi lançado às 13h50min no horário local (14h50min pelo Horário Brasileiro de Verão) e seguiu a trajetória prevista. Pela primeira vez, foi utilizado no FTI, o sistema de terminação de voo, que possibilita realizar a destruição remota do veículo por estação em terra. “O lançamento desta sexta, foi altamente proveitoso para o Centro e demonstrou que estamos prontos para realizar o lançamento do foguete suborbital VS-40M V03 SARA. Foi importante o teste com o dispositivo de teledestruição remota, utilizado pela primeira em um foguete de treinamento, como parte da preparação dos meios e do pessoal que atua na Operação São Lourenço”, concluiu o Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA.

O FTI é desenvolvido pela indústria nacional e compõe o projeto Foguete de Treinamento (FOGTREIN), criado com o objetivo de manter a operacionalidade dos centros de lançamentos situados em território nacional, além de treinar as equipes envolvidas com as atividades de lançamento. O primeiro voo do veículo ocorreu no CLA em agosto de 2010. Além do FTI, faz parte do projeto FOGTREIN, o Foguete de Treinamento Básico (FTB).

A Operação São Lourenço tem por objetivo realizar o lançamento e o rastreio do foguete suborbital VS-40M V03, a partir do CLA, dentro da trajetória planejada, transportando a plataforma suborbital Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), desenvolvida pelo IAE, a fim de testá-la em voo, além de assegurar a aquisição de dados durante o voo para qualificação de sistemas do veículo e da carga-útil, a plataforma SARA. Nessa carga-útil estará embarcada uma plataforma inercial em versão simplificada do Sistema de Navegação (SISNAV) a ser utilizado no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), desenvolvida pelo IAE. Ainda no VS-40M V03 será embarcado outro experimento, em fase de qualificação, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um GPS de aplicação espacial. A atividade conta com a participação da equipe envolvida com as campanhas de lançamento do IAE e CLA e mobiliza outras organizações militares do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), além de esquadrões aéreos da Força Aérea Brasileira (FAB), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a Marinha do Brasil (MB). Especialistas da Agência Espacial Alemã (DLR) e do Centro de Lançamento de Esrange (Suécia) atuam também na operação de equipamentos de solo na campanha de lançamentos. A Operação São Lourenço é apoiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).


Fonte: CLA/DCTA

ITA criará laboratório de asas rotativas

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição federal de ensino e pesquisa, firmou acordo de cooperação com a empresa norte-americana Sikorsky Aircraft, fabricante de helicópteros comerciais e militares, como o UH-60 Black Hawk e o S-92 Helibus.  O objetivo do acordo, firmado em fevereiro de 2015, é aperfeiçoar o curso de engenharia aeronáutica do ITA com disciplinas em asas rotativas, com apoio na criação e laboratórios relacionados ao assunto.  O Brasil é um dos maiores mercados de helicópteros do mundo e, portanto, necessita de profissionais com formação nesta área. No futuro, a cooperação poderá resultar em parcerias em projetos tecnológicos e de pesquisa. 
“O desejo da Sikorsky é contar com profissionais na área de asas rotativas no Brasil, por questões de mercado e de engenharia. E a intenção do ITA é formar engenheiros aeronáuticos em vários tipos de aeronaves, o que inclui helicópteros”, afirma o professor Bento Silva de Mattos, coordenador técnico do projeto no ITA.  “Helicópteros são máquinas especiais, que merecem uma disciplina dedicada e, por isso, houve um casamento de interesses”.
Apesar do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), que abriga o ITA, ter projetado e desenvolvido em 1952 um Convertiplano - um híbrido de helicóptero e avião em 1952, com motores e rotores na ponta das asas -, e o helicóptero Beija-Flor, dois anos depois, hoje são poucos os especialistas e técnicos com conhecimentos em asas rotativas no país.
“Contamos com a colaboração da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e de ex-alunos que atuam na área de helicópteros no Brasil para criar uma cultura sólida de asas rotativas no ITA”, sublinha Bento. É a partir dessa base, ele acrescenta, que futuramente poderão ser realizadas pesquisas na área de asas rotativas na instituição.
O acordo de cooperação com Sikorsky prevê apoio para a criação de uma disciplina em asas rotativas no currículo do ITA, para bolsas de estudos para projetos de graduação em tecnologia de helicópteros e para a criação de um Laboratório de Inovação para Asas Rotativas e um simulador de voo do S-76C++ que integrará o Laboratório de Simulação de Voo da Divisão de Engenharia Aeronáutica, “Este equipamento permitirá avançar bastante na área”, diz Bento.
O Laboratório de Inovação contará, inicialmente, com helicópteros aeromodelos, uma máquina de prototipagem rápida e uma máquina de corte a laser e outros “pequenos equipamentos”, segundo Bento. “O simulador S-76C++ comporá com o simulador do Beechcraft KinAir já disponível no Laboratório de Simulação de Voo, também instalado nas dependências do ITA”, afirma Bento.
O novo currículo estará disponível a partir do próximo semestre e o laboratório será concluído até o final de 2015. “Já estamos oferecendo matérias optativas na área de asas rotativas. Contaremos com equipes dedicadas a helicópteros também no curso obrigatório de projeto conceitual de aeronave. Além disso, um profissional da Sikorsky ficará uma semana no Brasil para ajudar no trabalho dos alunos”, conta Bento.
O uso de helicópteros já é parte integrante do transporte comercial, operações em plataforma offshore de petróleo e em missões militares no país, afirmou Antonio Pugas, vice-presidente da Sikorsky na América Latina, durante o evento da assinatura do acordo entre a empresa e o ITA. “A demanda por ativos de asa rotativa no país continua a crescer com a entrega de novos helicópteros avançados para as Forças Armadas”, ele completou.
A empresa tem planos de expandir suas atividades no Brasil e o acordo com o ITA seria a primeira etapa, seguida da implantação de um centro de manutenção no Vale do Paraíba, orçado em US$ 20 milhões, e uma linha de produção de helicópteros na mesma região, com investimentos previstos de US$ 150 milhões, de acordo com entrevista de Puga à revista Tecnologia & Defesa (tecnodefesa.com.br(link is external))
“A América Latina é muito importante em nossa estratégia de desenvolvimento, e queremos que o Brasil seja a nossa âncora. Existe aqui um potencial de mercado considerável. Não queremos apenas trazer helicópteros para o Brasil, mas contribuir com o desenvolvimento da indústria aeronáutica do país”, disse o vice-presidente da Sikorsky ao jornal O Vale

Embraer testa aeronaves no túnel de vento do ITA

Túneis de vento são ferramentas essenciais no projeto de fabricação de aeronaves, já que permitem determinar boa parte de suas características aerodinâmicas e orientar decisões que não podem ser tomadas em escala real. Essa ferramenta utiliza modelo de avião em escala reduzida, idêntico ao do projeto, e permite simular o seu deslocamento na atmosfera. “A aeronave é fixa num balanço e o vento passa por ela”, resume Roberto da Mota Girardi, do Laboratório de Engenharia Aeronáutica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
A Embraer, por exemplo, utiliza o túnel de vento de ensino e pesquisa, instalado no ITA, para ensaios comerciais de aeronaves. A empresa foi parceira da iniciativa de instalação do túnel de vento, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), num investimento de US$ 3,2 milhões.
Além de permitir a realização de pesquisa, o túnel foi concebido para o desenvolvimento de novas metodologias de ensaios aerodinâmicos, entre elas, o coeficiente de sustentação máximo (CImax) de asa. “Esse coeficiente tem impacto no comprimento da pista de decolagem e aterrisagem, e é importante para uma empresa como a Embraer que fabrica aeronaves para pouso em pista curta”, afirma Girardi. 
A metodologia, desenvolvida para o túnel de vento ITA, foi testada com sucesso pela Embraer e foi também incorporada ao túnel de vento do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) – instituição que abriga, além do ITA, também o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
A equipe do ITA utilizou a mesma metodologia de cálculo do CImax para testar aerofólios de turbinas eólicas fabricadas por empresa paranaense, para realizar ensaios de helicópteros e do primeiro protótipo de veículo não tripulado (VANT), desenvolvido pela Divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto para inspecionar 20 mil km de linhas de transmissão de energia elétrica, além de torres, isoladores, entre outros componentes, da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF). “No caso do VANT, o avião foi fixado em uma rótula e movido por servo modelo pilotado por meio de rádio controle de aeromodelo”, explica Girardi.
O túnel de vento permite ainda a realização de ensaios com foguetes, submarinos, edifícios, pontes, ônibus, painéis utilizados em outdoor, antenas e até torres.
O túnel de vento do ITA é do tipo circuito aberto e conta com seção de teste retangular, com 1 metro de base e 1,25 metro de altura. A velocidade máxima na seção de testes é de 80 m/s – 288 km/h. “O nível de turbulência do escoamento de de aproximadamente 0,05%, permitindo que o túnel possa ser utilizado para a calibração de anemômetros”, ele diz.
O fluxo de vento corre da esquerda para a direita do túnel, controlado por um ventilador de 200 hp que succiona o ar da atmosfera. “Inicialmente, o fluxo de vento entra na câmara de tranquilização, onde estão instaladas uma colmeia e três telas que têm a função de uniformizar este fluxo e reduzir a turbulência do ar succionado”, descreve Girardi. O próximo elemento do túnel de vento é a contração, responsável pela aceleração do fluxo de 8 m/s para 80 m/s, velocidade atingida pelo vento na seção de testes.
Na seção de testes, onde são instalados os modelões de aeronaves, por exemplo, a velocidade é controlada, de forma a permitir ensaios como medida das forças que o vento faz sobre o modelo; medida das pressões que atuam na superfície do modelo; medida da velocidade em determinados pontos ou em regiões próximas ao modelo, utilizando, para tanto, laser e outro dispositivo; e visualização do fluxo de ar que passa na superfície do modelo ou na região ao seu redor.
Os modelos e aparatos experimentais são fixados em janelas dispostas nas paredes das seções de teste, que permitem a utilização de equipamentos de medida, baseados em dispositivos ópticos, como a velocimetria a laser (LVD) e a velocimetria por imagens de partículas (PIV), técnicas utilizadas para medir a velocidade do fluxo de ar.
“Em túneis de vento de circuito aberto o fluxo de ar deve ser liberado de volta para a atmosfera e, por isso, as variações atmosféricas têm influência no fluxo de vento que passa pelo modelo”, ressalva Girardi. Para minimizar essa influência, antes de sair do túnel é fluxo é orientado para cima por meio de aletas diretoras, instaladas no interior da câmara amortecedora dos efeitos do vento, último elemento do túnel de vento. 
Instalado no Edifício Prof. Kwei Lien Feng, que integra a Divisão de Engenharia Aeronáutica do ITA, o Laboratório também é utilizado para alunos realizarem ensaios dinâmicos no âmbito de trabalhos de tese de mestrado e doutorado. “Os alunos de aerodesign também testam o avião dentro do túnel”, completa Girardi. 

Barreira encerra operação Tangará I - 2015

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno lançou, no dia 29, às 15:00 hrs local, o primeiro Foguete de Treinamento Intermediário.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno lançou, no dia 29, às 15:00 horas local, o primeiro Foguete de Treinamento Intermediário do ano a partir de sua plataforma. Este lançamento encerra as atividades da Operação Tangará I iniciada no dia 27.

Além da Imprensa local, o lançamento do FTI foi acompanhado poraproximadamente 200 visitantes, destacando os participantes do V Fórum de Pesquisa e Inovação (FOPI) e do XII Simpósio Brasileiro de Automação Inteligente (SBAI). “Foi muito legal fazer a contagem regressiva.”, avaliou um entusiasmado estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“O lançamento foi um sucesso. A excelência técnica das equipes do Centro e a operacionalidade dos meios propiciaram uma cronologia segura e eficiente no lançamento do FTI", ressaltou o Diretor do Centro, Coronel Aviador Maurício Lima de Alcântara.
Parnamirim, 03 de novembro de 2015

Observatório Magnético de Vassouras Completa 100 Anos



Brasília, 6 de novembro de 2015 – O Observatório Magnético de Vassouras (OMV), unidade do Observatório Nacional (ON), do Rio de Janeiro (RJ), destinada ao estudo do campo magnético da Terra, está completando 100 anos.

Para celebrar a data, o ON promove, de segunda (9) a quarta-feira (11), diversas atividades na cidade de Vassouras (RJ) tais como palestras, visitas guiadas, observação do céu, lançamento de livro, exibição de documentário e inauguração de exposição sobre a história do OMV.

O campo magnético da Terra, chamado campo geomagnético, é uma das mais antigas descobertas científicas. É uma das formas na qual a energia se manifesta em torno de um corpo magnetizado ou de um condutor de corrente elétrica. No caso do campo geomagnético, a sua principal fonte são correntes elétricas que fluem no núcleo externo da Terra. Este campo gerado no núcleo pode ser detectado em todo o planeta e fora dele também, funcionando como um escudo que protege a Terra da radiação solar.

As variações mais expressivas do campo geomagnético podem gerar problemas nas telecomunicações, na rede elétrica, aumentar a incidência de doenças de pele, entre outras consequências. Esse campo protege a Terra da radiação solar e, sem ele, a vida como conhecemos estaria comprometida, inclusive com o desaparecimento de diversas espécies animais e vegetais.

A variação do campo geomagnético é um fenômeno absolutamente natural, decorrente da dinâmica da Terra e do Sol, sobre a qual não é possível haver qualquer interferência humana. Conhecer o campo geomagnético é fundamental para compreender sua importância, seus impactos, suas variações e também para identificar as alterações naturais e diferenciá-las de outros fenômenos que podem ser provocados pela ação humana.

Pioneiro - O ON foi responsável por fazer os primeiros levantamentos geofísicos do território brasileiro. Com o objetivo de implementar um programa de observações magnéticas contínuas, em 1913 foi iniciada a instalação do OMV. Em 1915, foi obtido o primeiro registro e desde então os dados sobre o campo magnético terrestre são gerados diariamente, ao longo desses 100 anos, sem interrupção.

Hoje, o OMV faz parte da rede global de observatórios Intermagnet, que define os padrões de qualidade e orienta sobre instrumentação e aquisição de dados. Os resultados obtidos desde o início de seu funcionamento e a pesquisa científica atualmente colocam o ON em posição de destaque no cenário científico mundial.

O OMV integra também a Rede Gravimétrica Fundamental Brasileira (RGFB), que reúne mais de 630 estações gravimétricas de alta precisão referidas ao gravímetro absoluto instalado em Vassouras. Implantada em 1978, sob o planejamento e coordenação do ON, a RGFB provê apoio inestimável às indústrias de mineração e de prospecção de hidrocarbonetos, aos laboratórios metrológicos e a comunidade de geociências e física.

Os 100 anos da instituição representam um marco nas pesquisas geofísicas no país. A reconhecida importância científica do OMV e seu valor histórico serão comemorados com atividades que valorizam este patrimônio científico e cultural. Os eventos são gratuitos e abertos a todo o público.

Observatório Nacional – Criado por D. Pedro I em 1827, o ON é um ator privilegiado do desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Como instituto nacional vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desenvolve atividades de pesquisa nas áreas de Astronomia e Astrofísica, Geofísica e Metrologia de Tempo e Frequência, tem cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Astrofísica e Geofísica, além de ser o responsável legal pela geração, conservação e disseminação da Hora Legal no país.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Brasil e Itália Retomam Diálogo Sobre Parceria Aeroespacial

Da esquerda para direita, Marco Rezende, Gabriella Arrigo,
José Raimundo Braga, Roberto Battiston, Alessandro Gabrielli
e Chantal Cappelletti.


Brasília, 6 de novembro de 2015 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na quarta-feira (4) o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI, sigla em italiano), Roberto Battiston, e comitiva para tratar da Carta de Intenções entre as duas instituições assinada em 2008 para Exploração de Oportunidades para Cooperação no Espaço Nacional e Internacional em Tecnologias e Aplicações.

Na reunião o presidente da AEB, José Raimundo Braga, esteve com Gabriella Arrigo, chefe de Relações Internacionais da Itália; Alessandro Gabrielli, chefe da Unidade Lançadores da ASI; Marco Rezende, diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB e Chantal Cappelletti, mestre em Engenharia Espacial e integrante da equipe do Programa Serpens.

O encontro foi para dar abertura ao Workshop sobre Cooperação Espacial Brasil-Itália promovido pela Embaixada da Itália nesta quinta-feira (5). A mesa redonda teve como tema “As experiências nacionais no setor espacial e perspectivas comuns” e discutiu políticas e estratégias espaciais nacionais; programas científicos espaciais; dados de observação da Terra e aplicações; micro e pequenos satélites; e propulsão e lançadores.

No campo espacial, Brasil e Itália têm compromissos firmados desde novembro de 2008, com a assinatura da Carta de Intenções. O termo foi ratificado pelos então respectivos presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva e Silvio Berlusconi, em abril de 2010, de modo a aprofundar a parceria.

Em outubro de 2013, foi assinado o Programa de Cooperação para a Formação de Recursos Humanos Qualificados na Área Espacial com os italianos, dentro da proposta do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Por meio deste termo, foram concedidas sete bolsas de estudos em instituições de ensino superior da Itália – uma de pós-doutorado e as outras seis de graduação sanduíche. No país, a Universidade de Brasília (UnB) tem três professores italianos concursados em seu curso de Engenharia Aeroespacial, entre eles a professora Chantal.

A parceria envolve ainda o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com a Universidade de Padova, na área de efeitos da radiação em componentes eletrônicos. A cooperação é válida desde 2012 e as atividades seguem até hoje.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CLA LANÇA PLATAFORMA SUBORBITAL SARA NA SEMANA QUE VEM

Brasília, 4 de novembro de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou na última sexta-feira (30/10) o 12º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dando início à fase de lançamentos do projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), uma plataforma suborbital destinada a realizar estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade por até 10 dias.

A altitude máxima em voo alcançada (apogeu) foi de 61 km. A operação foi considerada um sucesso, pois serviu também para o treinamento operacional das equipes do CLA.

O próximo lançamento está marcado para quarta-feira (11) e será do VS-40M V03 com a plataforma suborbital Sara. O foguete leva embarcada a versão simplificada do Sistema de Navegação (Sisnav). Quando concluído, o Sisnav será usado no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), foguete de fabricação nacional desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Também será transportado um GPS de aplicação espacial, em fase de qualificação, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A plataforma Sara, após cair em área marítima interditada, será recuperada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os pesquisadores analisarão dados obtidos em voo por antenas de telemetria como pré-requisito para a qualificação do projeto. Tanto o foguete quanto o satélite de reentrada serão rastreados por radares ao longo da trajetória percorrida em voo.

Já o experimento da UFRN, que é um receptor GPS para aplicações espaciais, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade de um foguete ou satélite no espaço. Sua principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. A fabricação, integração e testes do experimento hoje são feitos pelo IAE.

Os lançamentos são pontos altos da Operação São Lourenço, realizada pelo IAE de 22 de outubro a 13 deste mês, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), do CLA, de civis e militares do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de esquadrões aéreos da FAB, Decea, Marinha e Agência Espacial Alemã (DLR).
Fonte: CLA
Foto: Divulgação/CLA – Lançamento do FTI à semana passada, como parte da Operação São Lourenço.